quarta-feira, 17 de maio de 2017

Casal do Conde Alvarinho 2016

Falar da casta Alvarinho normalmente é falar de vinhos verdes e em especial das zonas de Melgaço e Monção.
Mas é uma casta que neste momento já está no país todo e no resto mundo.
Este vem ali do Tejo, da zona de Porto de Muge e feito pelo Casal do Conde.
De cor amarelo esverdeado.
No nariz salta logo um cheiro a citrinos e na boca confirma-se isso naquele sabor que tem a limão.
Com um boa acidez mas final de boca curto.
Está aqui um vinho bem feito e com boa acidez.

Este é perfeitamente um vinho de verão e, para quem tem piscina, ao fim da tarde, fresco cai muito bem!

sexta-feira, 12 de maio de 2017

Poço do Lobo Arinto 1995

Alto e para o baile!
“Então tu andas a beber vinhos brancos com quase vinte e dois anos?”
“ Isso é vinagre.”
“ Os vinhos brancos querem-se é do ano passado pá!”
Esta é a lengalenga que se houve sistematicamente e que continua a ser vigente pela maioria dos consumidores.
Se nunca experimentaram um vinho branco com idade, abram os olhos, comprem e bebam.
Este foi feito na Quinta do Poço do Lobo pelas CavesSão João. Feito com Arinto e só com 12% de álcool. Para quê mais?
Na cor, se fosse numa prova cega, ninguém dava a este vinho mais de dois, três anos. Um amarelo ainda bem vivo.
No nariz, é claro que já perdeu os aromas jovens que caracterizam a casta, entramos nos chamados aromas terciários e neste caso com um aroma químico que parece petróleo. Atenção que isto não é nenhum defeito!!!
Na boca mostra-se bastante vivo, com uma acidez bastante boa para os anos que tem e a dizer que aguenta mais uns anos valentes. Final de boca médio.
Se este vinho passado este tempo todo continua assim, como é que deveria ter sido quando foi lançado para o mercado?

Não tenham medo e comprem destes vinhos!!!

quarta-feira, 3 de maio de 2017

Quinta do Piloto moscatel roxo superior 2011

Falar da casta moscatel roxo começa a parecer normal para muita gente. Quase desaparecida, agora tem quantidade suficiente para se vinificar em vinhos brancos.
Mas é no moscatel que ela ganha todo o seu esplendor, principalmente se for engarrafado com alguns anos.
Este Moscatel Roxo da Quinta do Piloto é novo, mas bem diferente dos outros. Nota-se bem o cuidado que teve desde a sua colheita.
Quando caiu no copo tentei perceber que cor era aquela, até que o meu irmão disse e bem “Tem cor de ferrugem”!
No nariz tem um aroma floral que é bem natural da casta em si.
É doce, tem acidez e uma qualidade e final de boca longos.
Extraordinário este moscatel que todos deviam conhecer.

O senão é só vir em garrafas de meio litro. Mas como alguém me disse uma vez, os melhores moscatéis são como os perfumes, vêm em embalagens pequenas!

terça-feira, 2 de maio de 2017

Pegos Claros vinhas velhas Reserva Castelão 2013

Falar da Herdade de Pegos Claros é falar de uma excelente quinta que andou perdida no tempo e que neste momento retomou a sua produção com a qualidade de outros tempos.
Entre os enófilos mais antigos quem é que não se lembra dos famosos Pegos Claros dos anos 90? Vinhos que continuam a dar boas provas!
Este reserva 2013 de vinhas velhas é mais uma coisa muito, mas muito, bem feita.
Cor ainda bastante vermelha.
No nariz, toques de frutos vermelhos.
Na boca então é brutal. Especiarias, mentol, encorpado e com acidez para aguentar mais uns dez anos no mínimo.

São vinhos assim que fazem falta aqui na região e que, digam o que disserem, fazem da casta Castelão uma das melhores do país, principalmente se as vinhas já tiverem uns anos. Continuo a perguntar por que razão trocam o Castelão pelas castas da moda que para mim não dizem nada?