quarta-feira, 15 de novembro de 2017

Horácio Simões Tradição tinto 2015

Normalmente quando se fala da casa Horácio Simões, toda a gente a associa aos seus moscatéis. Mas os seus vinhos tem ganho uma consistência de ano para ano e merecem ser muito mais conhecidos.
Este Castelão de vinhas velhas é um deles. Tenho provado quase todas as colheitas e mantém-se num patamar de excelência!
Com uma cor tipo violeta.
No nariz a fruta está bem presente, tipo amoras.
Na boca é sedoso. Os taninos estão presentes mas sem se notarem. Grande afinação com a barrica.
Final persistente.
Mais uma excelente colheita deste vinho, a provar que esta casta quando bem trabalhada merece ser mais bem tratada pelo consumidor.

Comprem, bebam e desfrutem deste vinho que tem uma das melhores relações qualidade preço que anda no mercado!

sexta-feira, 10 de novembro de 2017

Brejinho da Costa reserva tinto 2009

Começo a não ter palavras para falar dos vinhos da Quinta do Brejinho da Costa.
E este reserva é mais um que passa ao lado de muita gente.
Feito de Alicante Bouschet.
No copo a cor impressiona logo. Escura, não parece que tem oito anos sobre a sua colheita.
No nariz cheira a frutos pretos, tipo amoras. Na boca tem um vigor espetacular. Guloso, com uns taninos ainda presentes como que a dizer que temos vinho para mais uns dez anos à vontade!!!!!
Quando o provei pela primeira vez disse que este vinho tinha uma potencialidade de envelhecimento brutal. Vejo que não me enganei passados estes anos.
Não está numa daquelas regiões mais conhecidas onde os vinhos mal nascem são apelidados de super premium e têm preços absurdos para aquilo que valem.
Acho que todos os consumidores e enófilos deviam olhar para esta empresa com outros olhos!!!!!!!!!!!!


segunda-feira, 9 de outubro de 2017

Quinta do Brejinho da Costa selection tinto 2012

Começo a não ter palavras para o que esta empresa anda a fazer a nível de vinhos! Fazem coisas mesmo maravilhosas e este vinho é mais um exemplo disso.
Alicante Bouschet, Touriga Nacional e Syrah é a composição deste vinho da colheita de 2012.
A cor é ainda carregada, o que para um vinho que já tem cinco anos não é muito normal!
No nariz vem o cheiro a frutos vermelhos, tipo cereja. O syrah manda aqui, mas não é predominante. E ainda bem.
Na boca é um vinho ainda com acidez e com um final de boca bem persistente.
Eis mais um vinho que me deu imenso prazer em beber e que vai aguentar bem mais uns anos valentes.

Como guardo ali na garrafeira ainda uma de 2011, vou guardar uma deste ano para ficar a descansar também. Quem sabe um dia se continuar a comprar mais anos, faço uma vertical deste vinho!!!

sexta-feira, 8 de setembro de 2017

Setúbal Wine & Flavors

Os melhores produtos vinícolas e gastronómicos regionais e também de Espanha estão em destaque, entre os dias 14 e 17, no Setúbal Wine and Flavours, que se realiza na Escola de Turismo e Hotelaria de Setúbal.
Provas vínicas comentadas, sessões de cozinha ao vivo, palestras, apresentações, apontamentos musicais e uma ampla área de expositores fazem parte do novo evento de promoção do vinho e da gastronomia organizado pela Câmara Municipal de Setúbal e pela Associação Baía de Setúbal.
O Setúbal Wine and Flavours, que dedica quatro dias ao que de melhor se faz neste segmento que cada vez mais se afirma como motor do turismo regional, nacional e internacional, é dinamizado com o apoio da Comissão Vitivinícola das Região da Península de Setúbal.
O evento, cuja entrada diária tem o custo de três euros, com oferta de copo, conta com a presença de vasto painel de profissionais e especialistas nas áreas do vinho e da gastronomia, com enfoque nos produtores da península de Setúbal e convidados da Comunidad Autónoma Extremadura, de Espanha.
Além da área dedicada aos expositores, numa tenda instalada no pátio da escola, o certame conta com uma sala de análise sensorial e uma cozinha técnica, espaços preparados para receber sessões de cozinha ao vivo, degustações e provas de vinhos. A participação nas atividades é gratuita, mediante inscrição, no local.
A apresentação do livro “Territórios Vinhateiros”, da Associação de Municípios Portugueses do Vinho, às 18h00, na tenda dedicada aos expositores, dá o pontapé de saída, no dia 14, do programa de iniciativas proporcionadas no evento que alia a atividade vinícola à gastronomia.
No mesmo dia, na sala de análise sensorial, às 20h00, realiza-se uma prova de vinhos da Ruta Ribeira del Guadiana conduzida pela sommelier Catalina Bustillo, enquanto a cozinha técnica recebe, à mesma hora, a sessão de cozinha de autor pela chef Cristina Sá, que prepara Fille Robalo com Arroz Fresco e Pannacotta de Moscatel com Laranja.
As atividades do primeiro dia do Setúbal Wine and Flavours terminam com um espetáculo de flamenco por Carmen La Parreña, animação que decorre a partir das 22h30 na zona de palco instalada no pátio interior da Escola de Hotelaria e Turismo de Setúbal.
No dia seguinte, a 15, feriado municipal, Dia de Bocage e da Cidade, o evento começa com a criação de autor pelo chef Domingos Cruz, que apresenta na cozinha técnica 18h00 às 19h30, na, doçaria regional de chá.
Castas portuguesas e espanholas são descobertas na masterclass Identidade Ibérica, sessão conduzida pela wine educator Sara Peñas com início às 20h00 na sala de análise sensorial.
Segue-se, às 20h30, novamente na cozinha técnica especialmente preparada para o evento, a sessão de autor dinamizada pelo chef Luís Barradas, que explora saberes e sabores do salmonete, do carapau e do choco.
A noite do segundo dia do evento termina com um concerto pela banda Namorados da Cidade, com música a animar o Setúbal Wine and Flavours a partir das 22h30.
O programa do dia 16 começa com uma sessão dinamizada por Olga Pedrosa, ex-concorrente do programa Masterchef, que apresenta uma criação de autor de doçaria regional, atividade que decorre a partir das 18h00.
Vinhos da península de Setúbal estão à prova e são comentados na sala de análise sensorial num encontro com início às 19h00 conduzido pelo sommelier Gonçalo Patraquim.
A terceira noite do Setúbal Wine and Flavours termina com o espetáculo “Silêncio que se vai dançar o Fado”, que se realiza no palco do certame, a partir das 22h30.
O último dia do novo evento de promoção do vinho e da gastronomia reserva ainda três atividades, entre as quais a prova de castas Moscatel, pelo sommelier Mike Taylor, às 14h30, na sala de análise sensorial.
Depois, às 15h00, a cozinha técnica recebe a sessão de criação de autor do chef André Lopes que prepara Magret de Pato com Risotto e redução de Moscatel.
O programa do Setúbal Wine and Flavours termina com o sommelier Carlos Vivas a dinamizar, às 16h00, na zona do palco, uma prova de castas em que apresenta as comunicações “O Papel do Sommelier” e “A Arte do sabre”.
O evento, que no dia 14, às 17h00, inclui uma cerimónia de inauguração e receção aos convidados e uma intervenção pela presidente da Câmara Municipal de Setúbal, Maria das Dores Meira, está aberto ao público entre as 18h00 e as 24h00.
Nos restantes três dias, o Setúbal Wine and Flavours funciona sempre a partir das 14h00, encerrando, a 15 e a 16, às 24h00, e no último dia, a 17, às 19h30.

sábado, 2 de setembro de 2017

Tapada do Chaves reserva tinto 2010

Vem ali da Serra de São Mamede, bem perto de Portalegre, este vinho.
E que vinho!
Este Tapada do Chaves reserva 2010, não foi à toa que venceu a medalha de ouro da Confraria dos Enófilos do Alentejo no seu concurso em 2014.
Feito com as castas tradicionais do Alentejo, Trincadeira, Aragonês e Alicante Bouschet.
Com os seus sete anos em cima já se começam a notar tons acastanhados na cor.
No nariz frutos pretos tipo amoras ainda dominam, com uns toques de especiarias.
Final de boca longo. Tem acidez ainda suficiente para durar muitos anos, como alguns vinhos desta casa que se vão bebendo por aí e que vão fazendo as delícias aos enófilos.
São vinhos assim que nos fazem querer provar os tais antigos da década de 80 e anteriores do século passado!

Dos melhores vinhos tintos que provei este ano!!!

segunda-feira, 14 de agosto de 2017

Pequenos Rebentos Alvarinho e Trajadura escolha 2016

Hoje vou falar de um vinho branco da região dos vinhos verdes, o Pequenos Rebentos Alvarinho e Trajadura Escolha 2016.
(Atenção que não existem vinhos verdes!!!)
Este é de um pequeno produtor e foi feito com Alvarinho e Trajadura. Um lote que na região dá excelentes resultados.
De cor amarela e com laivos esverdeados mostra bem a sua juventude.
No nariz tem toques de pêssego e algum limão à mistura.
Na boca tem acidez suficiente para nos fazer pedir sempre mais um copo.
Eis uma excelente escolha para o verão pois tanto pode beber-se a solo como a acompanhar um prato de marisco.
São estes pequenos produtores que estão a fazer a diferença. E ainda bem que é assim. O maior problema deles é a distribuição.

Os grandes distribuidores não apostam e torna-se difícil conseguir arranjar destes vinhos!

terça-feira, 1 de agosto de 2017

Quinta Brejinho da Costa

Num cruzeiro vínico que fiz há três anos fui convidado para visitar a Quinta do Brejinho da Costa pelo seu enólogo, o Luís Simões.
A culpa foi minha por ter levado tanto tempo a lá ir.
A Quinta do Brejinho da Costa fica a setenta e cinco minutos de Setúbal, bem perto do estabelecimento prisional do Pinheiro da Cruz e os enófilos mais antigos ainda se lembram, e bem, dos famosos tintos raros que lá eram feitos.
Chegados ao destino, entrámos na loja da empresa e fomos recebidos exemplarmente pelo Hugo Candeias.
A visita começou na zona da adega, que neste momento começa a ser pequena e como tal já está a ser edificada outra, bem mais perto das vinhas.
Passámos então à zona onde estão as barricas com os seus famosos néctares a descansar. Zona essa que este ano já tem a destilaria a funcionar.
Em seguida passámos à zona de provas, onde provámos alguns vinhos, moscatel e aguardente vínica.
Começámos a prova com três rosés da casa. 
E posso dizer uma coisa, o Quinta do Brejinho da Costa Rosé reserva 2014 é uma coisa fora do comum! Agora que anda por aí a moda dos super rosés premium, este custa metade do preço de alguns deles e dá-lhes porrada à vontadinha numa prova cega!
Nos brancos vieram os Exclusive Sauvignon Blanc e Alvarinho. Mais uma vez o Alvarinho foi o preferido da minha companheira de aventura. É tão bom que comprou logo três garrafas!
Dentro da gama Selection veio o tinto 2013. Este tinto mostra bem a sua raça. Bebe-se lindamente e vai aguentar uns anos valentes.
Os quatro convidados que se seguiram normalmente nem entram nas provas que por lá se efetuam. Tivemos a sorte de os podermos provar!
Entrámos nos topos de gama branco e tinto. 
O Comendador Costa Encruzado branco e o Comendador Costa Baga tinto.
Vinhos feitos em pequenas quantidades e de castas que normalmente não são plantadas na região.
O encruzado é no meu entender uma coisa muito, mas muito boa. Atenção produtores do Dão, onde é a casta rainha!
O tinto feito da casta Baga é outro daqueles que me vai ficar na memória para sempre. BRUTAL!!!!!!

Passámos depois ao moscatel roxo. Quem me conhece sabe que gosto muito de moscatel. E quando é desta qualidade, só posso agradecer a quem o fez!
Por fim, a aguardente vínica Comendador Costa. Foram feitas somente trezentas garrafas de 500 ml. Suave como devem de ser as boas aguardentes. Sei que numa recente prova cega com algumas das melhores aguardentes do país, ficou num honroso 2º lugar!
Eis um destino a que todos podem ir. Os pais vão e provam os vinhos, os filhos podem correr à vontade nas vinhas.
Só fico triste por esta empresa não ser ainda conhecida o suficiente e espero que os enófilos do país comecem a deixar os estereótipos de que esta região ah e tal. Como diz alguém que eu conheço, ah e tal o tanas.
Já deixou de ser um projeto para ser uma empresa com um futuro brilhante!
A todo o pessoal do Brejinho da Costa os meus parabéns!!!!!!!!!


segunda-feira, 10 de julho de 2017

WHITE WINE PARTY SETÚBAL


WHITE WINE PARTY SETÚBAL 
A FESTA BRANCA ESTÁ DE REGRESSO AO HOTEL DO SADO
NO DIA 22 DE JULHO 

A segunda edição da ‘Festa Branca’ dedicada aos vinhos e espumantes: White Wine Party realiza-se no dia 22 de julho, no Hotel do Sado Business & Nature. 

Num cenário absolutamente divinal, com vistas sobre a cidade de Setúbal, Tróia, o rio Sado, toda a zona ribeirinha, Serra da Arrábida... A revista Paixão Pelo Vinho vai reunir produtores de vinhos e espumantes brancos de todas as regiões de Portugal. Serão provas inesquecíveis, promovendo a troca de conhecimentos, o contacto direto com enólogos e, claro, muitos brindes ao longo da tarde e noite, ao som da música do DJ Pedro Monchique acompanhado de saxofone ao vivo: 'SaxChique - Sax with the DJ'. E não faltarão saborosos petiscos para acompanhar as provas de vinhos.

A White Wine Party realiza-se das 17 às 23H00. A entrada poderá ser adquirida antecipadamente através da TicketLine, on-line e nos locais habituais de venda de bilhetes para eventos e espetáculos (serviço a disponibilizar muito em breve), ou no dia do evento.
O bilhete de acesso à Festa Branca tem o valor de 10€ e oferece um petisco e o copo de prova que dá acesso livre à prova de todos os vinhos e espumantes do evento.

Sempre em ambiente de festa, a White Wine Party pretende ser um evento descontraído, elegante e com muito glamour, tendo Dress Code obrigatório de (pelo menos) uma peça de roupa branca.
No dia 22 de julho o pôr-do-sol vai pintar o cenário de fundo para deleite de todos quantos fizerem parte desta grande festa vínica. A esplanada do Hotel do Sado promete encher-se de luz e muitos sorrisos. Será o cenário perfeito para juntar os amigos, num verdadeiro brinde à vida.

É altamente recomendado levar máquina fotográfica e memória suficiente nos smartphones, tantas serão as fotografias que todos vão querer tirar!

quinta-feira, 22 de junho de 2017

Adega de Borba reserva branco 2013

A AdegaCooperativa de Borba dispensa apresentações. E os seus vinhos tintos rótulo de cortiça eram do melhor que se fazia no Alentejo.
Faltava fazerem algo semelhante nos brancos. E eis que chegou ao meu copo este rótulo de cortiça branco!
Feito com Arinto, Alvarinho e Verdelho.
Cor amarelo palha, linda esta cor.
No nariz cheira-me a frutos tropicais. Na boca notas limonadas fazem com que o vinho não se torne enjoativo. Final persistente de boca.
Fazia já uns tempos que um branco do Alentejo não me cativava assim.
E atenção estamos a falar de um branco alentejano já com quatro anos.
Este vinho tem tudo para se tornar um caso sério, devido à sua excelente qualidade e ao seu preço!

Acho que são vinhos assim que se querem!!!

quarta-feira, 17 de maio de 2017

Casal do Conde Alvarinho 2016

Falar da casta Alvarinho normalmente é falar de vinhos verdes e em especial das zonas de Melgaço e Monção.
Mas é uma casta que neste momento já está no país todo e no resto mundo.
Este vem ali do Tejo, da zona de Porto de Muge e feito pelo Casal do Conde.
De cor amarelo esverdeado.
No nariz salta logo um cheiro a citrinos e na boca confirma-se isso naquele sabor que tem a limão.
Com um boa acidez mas final de boca curto.
Está aqui um vinho bem feito e com boa acidez.

Este é perfeitamente um vinho de verão e, para quem tem piscina, ao fim da tarde, fresco cai muito bem!

sexta-feira, 12 de maio de 2017

Poço do Lobo Arinto 1995

Alto e para o baile!
“Então tu andas a beber vinhos brancos com quase vinte e dois anos?”
“ Isso é vinagre.”
“ Os vinhos brancos querem-se é do ano passado pá!”
Esta é a lengalenga que se houve sistematicamente e que continua a ser vigente pela maioria dos consumidores.
Se nunca experimentaram um vinho branco com idade, abram os olhos, comprem e bebam.
Este foi feito na Quinta do Poço do Lobo pelas CavesSão João. Feito com Arinto e só com 12% de álcool. Para quê mais?
Na cor, se fosse numa prova cega, ninguém dava a este vinho mais de dois, três anos. Um amarelo ainda bem vivo.
No nariz, é claro que já perdeu os aromas jovens que caracterizam a casta, entramos nos chamados aromas terciários e neste caso com um aroma químico que parece petróleo. Atenção que isto não é nenhum defeito!!!
Na boca mostra-se bastante vivo, com uma acidez bastante boa para os anos que tem e a dizer que aguenta mais uns anos valentes. Final de boca médio.
Se este vinho passado este tempo todo continua assim, como é que deveria ter sido quando foi lançado para o mercado?

Não tenham medo e comprem destes vinhos!!!

quarta-feira, 3 de maio de 2017

Quinta do Piloto moscatel roxo superior 2011

Falar da casta moscatel roxo começa a parecer normal para muita gente. Quase desaparecida, agora tem quantidade suficiente para se vinificar em vinhos brancos.
Mas é no moscatel que ela ganha todo o seu esplendor, principalmente se for engarrafado com alguns anos.
Este Moscatel Roxo da Quinta do Piloto é novo, mas bem diferente dos outros. Nota-se bem o cuidado que teve desde a sua colheita.
Quando caiu no copo tentei perceber que cor era aquela, até que o meu irmão disse e bem “Tem cor de ferrugem”!
No nariz tem um aroma floral que é bem natural da casta em si.
É doce, tem acidez e uma qualidade e final de boca longos.
Extraordinário este moscatel que todos deviam conhecer.

O senão é só vir em garrafas de meio litro. Mas como alguém me disse uma vez, os melhores moscatéis são como os perfumes, vêm em embalagens pequenas!

terça-feira, 2 de maio de 2017

Pegos Claros vinhas velhas Reserva Castelão 2013

Falar da Herdade de Pegos Claros é falar de uma excelente quinta que andou perdida no tempo e que neste momento retomou a sua produção com a qualidade de outros tempos.
Entre os enófilos mais antigos quem é que não se lembra dos famosos Pegos Claros dos anos 90? Vinhos que continuam a dar boas provas!
Este reserva 2013 de vinhas velhas é mais uma coisa muito, mas muito, bem feita.
Cor ainda bastante vermelha.
No nariz, toques de frutos vermelhos.
Na boca então é brutal. Especiarias, mentol, encorpado e com acidez para aguentar mais uns dez anos no mínimo.

São vinhos assim que fazem falta aqui na região e que, digam o que disserem, fazem da casta Castelão uma das melhores do país, principalmente se as vinhas já tiverem uns anos. Continuo a perguntar por que razão trocam o Castelão pelas castas da moda que para mim não dizem nada?

domingo, 16 de abril de 2017

José Carvalho Simões reserva 2008 Aragonês/Castelão

Conheço a casa Agrícola Horácio Simões já faz uns anos valentes, mas não tinha conhecimento deste vinho até ao fim de semana da Festa do Queijo, do Pão e do Vinho, ali na Quinta do Anjo.
Feito para comemorar os oitenta anos do seu avô, este vinho é um lote de 75% Aragonês e 25% Castelão e passou nove meses em barrica mais seis meses em garrafa antes de ser vendido ao público.
Mas eu comprei passados nove anos!!!
Foi aberto e decantado uma hora antes de o servir.
Cor acastanhado devido à sua idade. No nariz o Aragonês mostra-se mais com os seus frutos silvestres, embora também esteja presente um toque de especiarias proveniente do Castelão.
Na boca está maravilhoso! Os taninos são suaves e tem um final de boca muito bom.
Acompanhou um borrego no forno maravilhosamente.

São coisas destas que eu cada vez mais gosto. Continuo é sem perceber o porquê desta região estar sempre a ser preterida por outras, mas se calhar até sei. Não existe dinheiro para publicidade!!!!!!!!!!

domingo, 29 de janeiro de 2017

Vaz de Carvalho branco 2014

Olá a todos, estou de volta. Espero conseguir fazer em 2017 mais publicações que no ano passado. A todos os que me seguem, ainda que com um mês de atraso, um bom ano e um bem haja.
Vamos lá. Veio do Douro este Vaz de Carvalho branco.
Experimentei-o durante uma prova e surpreendeu-me bastante, pelo que comprei logo duas garrafas para trazer para casa.
De cor palha. Feito com as castas tradicionais do Douro, notam-se bem três castas: Viosinho, Rabigato e Malvasia Fina.
No nariz a Malvasia dá aquele toque de fumo característico da casta e aparecem toques de flor de laranjeira do Rabigato.
Na boca tem uma boa acidez e uma boa estrutura como que a dizer que o podia ter guardado mais uns tempos. Final de boca médio.
Um vinho diferente, cujo estilo cada vez aprecio mais.

Só tenho pena de não conseguir arranjar mais aqui na minha zona.