sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

Tinto de Castelão reserva 2010

Ai Castelão, Castelão que te tratam tão mal!
Quer dizer, neste momento existe um grupo de enólogos mais novos que estão a fazer umas coisas bem interessantes com esta casta.
Esta casta é rainha na zona de Palmela mas no Alentejo já teve uma grande área vitícola.
E é do Alentejo que vem este vinho. Esteve vinte e quatro meses a estagiar em barricas, acrescido de vinte meses de estágio em garrafa mais catorze meses em minha casa. 
Foram engarrafadas 2636 garrafas e a esta coube o número 1656.
Apresenta uma cor acastanhada fruto dos anos.
No nariz as especiarias estão presentes. Aquele toque a pimenta.
Na boca ainda tem corpo. 
Taninos suaves, com uma acidez também suave.
Final de boca elegante.
Este foi o vencedor da prova de castelões efectuada pelo grupo Cegos Por Provas, e só por acaso foi o vinho a que dei maior pontuação!

Aguenta ainda mais uns anos sem problemas!

terça-feira, 20 de dezembro de 2016

Terrenus branco 2013

Sabem quando nos apetece dizer um palavrão depois de beber ou comer qualquer coisa espectacular?
Pois era o que me apetecia dizer. 
Andei eu tanto tempo a namorar o vinho e se soubesse já o tinha comprado há muito mais tempo!
Este branco vem da zona de Portalegre. Feito de vinhas velhas contém Arinto, Fernão Pires, Roupeiro e mais umas quantas.
Com uma cor muito bonita, amarelo ouro.
No nariz o cheiro a citrinos tipo limão está bem presente.
Na boca tem uma acidez muito boa. 
É um vinho seco e com um muito bom final de boca.
Digam o que disserem, esta zona sempre fez vinhos muito bons e este não foge à regra. A serra de São Mamede traz frescura e este vinho tem tudo isso.
Lá vou ter de comprar mais umas para ver se consigo ver a sua evolução!


sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

Campolargo Bairrada branco 2015

A Bairrada é associada ao famoso leitão e aos seus vinhos.
Mas os vinhos andam arredados dos enófilos deste país. Só os espumantes é que se consomem mais. Os vinhos esses não sei por que é que andam fugidos das nossas mesas.
Este é feito com bical, verdelho e viogner.
Com uma cor amarelo mais carregado, será que o mosto esteve em contacto com a película?
No nariz é bastante aromático, frutos tropicais tipo manga.
Na boca é fresco, com uma boa acidez a fazer crer que pode evoluir ainda em garrafa.
Média persistência em final de boca.
Acho que são vinhos deste tipo que andamos a precisar. Aliar castas com alguma acidez a outras mais adocicadas, o que depois torna o conjunto bom.
Acompanhou na perfeição uma caldeirada e a respectiva massa!