sábado, 30 de janeiro de 2016

Serra Mãe reserva 2013 vs Vinha Val' dos Alhos castelão 2013

Dois vinhos, duas casas históricas na região, uma casta. Castelão de vinhas velhas.
São os dois da mesma colheita 2013. No copo a mesma cor. No nariz aqueles toques apimentados da casta. 
Na boca o Val’ dos Alhos mostra-se muito elegante, ainda com alguns taninos bem presentes e com um bom final de boca. 
Elegância pura a mostrar que nem só noutras regiões isso acontece!
O Serra Mãe ainda está puro e duro. Com taninos a mostrar que precisa de mais tempo em garrafa para amaciar. Bom final de boca.
A casta Castelão, quando vem de vinhas velhas, dá excelentes vinhos e estes dois não fogem à regra. 
Ainda bem que existem produtores que preservam esta identidade e não as arrancam.

Parabéns à casa Horácio Simões e à Sivipa!!

domingo, 24 de janeiro de 2016

Entre II Santos branco 2012

A maioria dos consumidores quer vinhos brancos novos. Tem de ser do ano em que estão ou, no máximo, do ano anterior! Não arriscam a beber esses vinhos com mais de 3 anos. E quando é assim aparecem umas depreciações, principalmente nas grandes superfícies comerciais.
Nesses casos arrisco e compro. Se não prestar para beber sempre pode dar para outras coisas.
Veio ao meu copo este branco ali da Bairrada da colheita de 2012. Feito de Sauvignon Blanc e Bical. Produzido pela casa Campolargo.
Apresenta já uma cor amarelo palha, no nariz o Sauvignon é quem domina, com toques vegetais característicos da casta. 
Na boca é um vinho fresco e ainda com acidez suficiente para nos dar frescura e a dizer que está ai para as curvas! Final médio.

Se ainda têm preconceitos com vinhos velhos, não o tenham. Arrisquem que não se vão arrepender!

terça-feira, 19 de janeiro de 2016

Hexagon branco 2013

Ultimamente tenho tentado beber os topos de gama brancos da região de Palmela.
Agora só me falta um, mas o preço vai fazer com que seja bebido numa altura em que o rei faça anos. Este que passou pelo copo é o Hexagon branco 2013 da casa José Maria da Fonseca. Foi a primeira vez que foi lançado e já está no mercado a edição de 2014.
Feito com Alvarinho, Verdelho, Antão Vaz e Viosinho.
Apresenta uma cor amarelo palha devido aos dois anos e mais qualquer coisa que tem.
No nariz a primeira impressão que me veio foi da casta viosinho, a característica floral veio ao de cima. Mais tarde, com o aquecimento no copo, chegou para vencer o Antão Vaz! Adoro esta casta que pelos vistos adaptou-se muito bem na zona. Aqui veio o cheiro a frutas de caroço tipo pêssego. Tem uma acidez muito boa e muito bem integrada. Termina com um final longo!

São vinhos destes, normalmente com pequenas produções, que podem puxar pelo resto dos vinhos de uma região. Não são baratos mas um dia não são dias!!!

sábado, 16 de janeiro de 2016

Intensus tinto 2014

Desta vez no meu copo apareceu um tinto alentejano. Feito com as castas que eu considero tradicionais do Alentejo: Aragonês, Trincadeira e Castelão. Nada das novas castas da moda.
De cor rubi, no nariz a trincadeira dá mais nas vistas. Cheiro a frutos vermelhos. 
Macio no paladar, com acidez e taninos bem integrados e um bom final de boca. Nada mau para um vinho que é a entrada de gama deste produtor.

Podem beber e, se tiverem mais, guardem para verem a evolução. 
É que às vezes temos boas surpresas com estes vinhos!