sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

Tinto de Castelão reserva 2010

Ai Castelão, Castelão que te tratam tão mal!
Quer dizer, neste momento existe um grupo de enólogos mais novos que estão a fazer umas coisas bem interessantes com esta casta.
Esta casta é rainha na zona de Palmela mas no Alentejo já teve uma grande área vitícola.
E é do Alentejo que vem este vinho. Esteve vinte e quatro meses a estagiar em barricas, acrescido de vinte meses de estágio em garrafa mais catorze meses em minha casa. 
Foram engarrafadas 2636 garrafas e a esta coube o número 1656.
Apresenta uma cor acastanhada fruto dos anos.
No nariz as especiarias estão presentes. Aquele toque a pimenta.
Na boca ainda tem corpo. 
Taninos suaves, com uma acidez também suave.
Final de boca elegante.
Este foi o vencedor da prova de castelões efectuada pelo grupo Cegos Por Provas, e só por acaso foi o vinho a que dei maior pontuação!

Aguenta ainda mais uns anos sem problemas!

terça-feira, 20 de dezembro de 2016

Terrenus branco 2013

Sabem quando nos apetece dizer um palavrão depois de beber ou comer qualquer coisa espectacular?
Pois era o que me apetecia dizer. 
Andei eu tanto tempo a namorar o vinho e se soubesse já o tinha comprado há muito mais tempo!
Este branco vem da zona de Portalegre. Feito de vinhas velhas contém Arinto, Fernão Pires, Roupeiro e mais umas quantas.
Com uma cor muito bonita, amarelo ouro.
No nariz o cheiro a citrinos tipo limão está bem presente.
Na boca tem uma acidez muito boa. 
É um vinho seco e com um muito bom final de boca.
Digam o que disserem, esta zona sempre fez vinhos muito bons e este não foge à regra. A serra de São Mamede traz frescura e este vinho tem tudo isso.
Lá vou ter de comprar mais umas para ver se consigo ver a sua evolução!


sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

Campolargo Bairrada branco 2015

A Bairrada é associada ao famoso leitão e aos seus vinhos.
Mas os vinhos andam arredados dos enófilos deste país. Só os espumantes é que se consomem mais. Os vinhos esses não sei por que é que andam fugidos das nossas mesas.
Este é feito com bical, verdelho e viogner.
Com uma cor amarelo mais carregado, será que o mosto esteve em contacto com a película?
No nariz é bastante aromático, frutos tropicais tipo manga.
Na boca é fresco, com uma boa acidez a fazer crer que pode evoluir ainda em garrafa.
Média persistência em final de boca.
Acho que são vinhos deste tipo que andamos a precisar. Aliar castas com alguma acidez a outras mais adocicadas, o que depois torna o conjunto bom.
Acompanhou na perfeição uma caldeirada e a respectiva massa!


domingo, 23 de outubro de 2016

Cartuxa tinto 2012

E eis que estou de volta a um clássico do Alentejo. Já falei mais do que uma vez qual é a razão de estarmos tanto tempo afastados deste tipo de vinho. O aparecimento de centenas de marcas por ano faz isso.
Estágio de doze meses em barricas de carvalho e mais nove meses em garrafa.
Feito com um blend de quatro castas, Aragonês, Alicante Bouschet, Alfrocheiro e Trincadeira.
Cor grená com alguns laivos acastanhados quando se roda o copo.
Na boca é um vinho com acidez, os taninos são delicados, parecem seda, ou seja perfeito!
No nariz, é o Aragonês que manda! Com aromas a frutos pretos, amoras. 
Com uma boa persistência final.
Clássicos são clássicos por alguma razão e este tem tudo para se manter assim.
Acompanhou na perfeição um arroz de pato feito pela minha mãe!


terça-feira, 18 de outubro de 2016

Padre Pedro reserva branco 2013

Todos os anos saem centenas de marcas novas para o mercado e, normalmente, vamos bebendo para ver o que se anda a fazer. A maior parte delas é mais do mesmo e não trazem nada de novo ao mundo vínico.
Por causa disso voltamos a certos vinhos que nos fizeram sentir bem há uns anos.
É o caso deste Padre Pedro Reserva Branco feito pela casa Cadaval.
É feito com Viognier e Arinto.
Apresenta uma cor amarelo palha mas ainda não muito carregada.
No nariz é o Viognier que se mostra e bem! Toques de fruta tipo pêssego.
Na boca está tudo com conta peso e medida. Tem uma boa acidez e boa persistência final.
Não sei como é que andam os seus irmãos mais velhos mas gostava de um dia os experimentar!
São estes vinhos, que não estão na moda, que cada vez gosto mais. Não são doces nem têm baunilha das madeiras.

Enfim, um vinho que não é nem vai ser dos mais adorados para o público em geral, mas o gosto vai-se refinando com os anos. Como se costuma dizer, são muitos anos a virar copos!!!

sábado, 8 de outubro de 2016

Valle das Servas selection tinto 2011

Touriga Nacional, Alicante Bouschet, Aragonês e Trincadeira. Um blend quase alentejano neste vinho de 2011.
Com uma cor rubi escura e laivos castanhos quando se roda o copo. No nariz é a touriga que se faz notar, mas não os tradicionais aromas a violeta. São mais os frutos pretos e o toque de  especiarias se calhar por causa do Aragonês!
Na boca ainda tem uma acidez bastante boa e neste momento os seus 15,5% de álcool estão muito bem integrados e não se fazem notar. Boa persistência.
Um vinho que pode ficar mais uns anos na garrafeira que não lhe vai fazer mal.

Foi a primeira vez que bebi vinhos da Herdade das Servas e pelos vistos é normal nos seus vinhos o excesso de álcool. Digo excesso para mim, pois existe muita gente por ai que adora!

Moonlight Wine Party

MOONLIGHT WINE PARTY * 15 DE OUTUBRO | 18-23H

NOITE DE LUA CHEIA JUNTA APAIXONADOS PELOS VINHOS PARA MUITOS BRINDES E FESTA SOLIDÁRIA EM SETÚBAL.
Mágicas! Assim são as noites de Lua Cheia. Toda a energia flui, os sentidos ficam mais apurados, as pessoas sentem-se mais felizes e com mais energia. A pensar nisso, a revista Paixão pelo Vinho e o Hotel do Sado reuniram esforços para juntar apreciadores de vinhos num cenário idílico e, no dia 15 de outubro, proporcionarem uma festa vínica que promete muitos brindes e não só! Este será também o mote para num gesto simbólico e contribuir financeiramente para ajudar os Bombeiros Voluntários de Setúbal.

O Hotel do sado Business & Nature vai ser o palco da festa vínica Moonlight Wine Party, no próximo dia 15 de outubro, das 18 às 23 horas. O evento organizado pela revista Paixão pelo Vinho, que este ano comemora o 10º aniversário, e produzido pela PurpleSummer Media & Events, vai juntar largas centenas de apreciadores de vinhos e terá uma componente solidária com o propósito de ajudar a Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Setúbal.

Assim, para além dos produtores de vinhos presentes e a consequente mostra e prova das novidades vínicas, um pouco de todo o país, todos os participantes serão convidados a participar numa largada de balões luminosos, marcada para as 21:30, num gesto solidário em favor dos Bombeiros da cidade, que tanto têm feito pelo bem da população e em defesa da natureza. Os balões vão ter um custo simbólico de apenas dois Euros e poderão ser adquiridos na entrada do evento.

Com vistas sobre a cidade de Setúbal, Tróia, o rio Sado, toda a zona ribeirinha, Serra da Arrábida... A esplanada do Hotel do Sado vai reunir produtores de vinhos e espumantes, de quase todas as regiões de Portugal e também o novíssimo Licor 35, com sabor a creme de pastel de nata. Serão provas inesquecíveis, promovendo a troca de conhecimentos, o contacto direto com os produtores e, claro, muitos brindes ao longo da tarde e noite, ao som da música do DJ Monchike.

Não faltarão saborosos petiscos para acompanhar as provas de vinhos, como sanduiches de porco no espeto (2,5€); pratos de enchidos, de queijos ou mistos (5€); rissóis de leitão ou croquetes de carne (5 unid. /5€); e para os mais gulosos salame de chocolate (3 fatias para partilhar / 2,5€) ou uma queijada de leite (1€), por exemplo.

A Moonlight Wine Party realiza-se das 18 às 23H00. A entrada poderá ser adquirida antecipadamente na recepção do Hotel do sado ou no próprio dia, tendo um custo de 10 Euros com duas tapas incluídas no valor de 2,5€ cada, entre as várias possibilidades do menu especialmente pensado para a festa, e também a oferta do copo de prova que dá acesso livre à prova de todos os vinhos e espumantes do evento.

No dia 15 de outubro prepare-se para soltar toda a energia a dançar, rir e brincar, conhecer muitos dos excelentes vinhos produzidos em Portugal e participar num momento de rara beleza, símbolo de paz, amor e esperança: a largada solidária de centenas de balões luminosos. A esplanada do Hotel do Sado promete encher-se de luz e muitos sorrisos. Será o cenário perfeito para juntar os amigos, num verdadeiro brinde à vida.

Para mais informações contacte:
T. 211 352 336 | 969 105 600
purplesummer.media@gmail.com

Press release

terça-feira, 4 de outubro de 2016

Caios branco 2014

A Herdade do Cebolal fica situada a 17 km de Santiago do Cacém em pleno litoral alentejano. São 23 hectares de terreno com diversas castas plantadas. Das tintas temos Castelão, Aragonês, Touriga Nacional, Alicante Bouschet, Syrah, entre outras. Nas brancas predomina o Fernão Pires, Antão Vaz, Arinto, Encruzado, etc.
Enologia a cargo do Luis Capitão e António Saramago (filho), dupla jovem mas com provas já dadas!
Falando do vinho. Ia escrever um grande palavrão. Mas vou conter-me.
O VINHO É EXCELENTE!!!!!!!!
Usando as castas Arinto e Antão Vaz, e passando por barricas antes de ser engarrafado.
Mostra uma cor amarelo dourada linda, mas não está oxidado.
No nariz, cheira a frutas tropicais. Na boca tudo muda com a entrada do Arinto a dar-lhe a frescura necessária para tornar este vinho um caso bastante sério.
Um final de boca bem persistente.
Sou suspeito para falar deste vinho. Foi o vinho branco que mais bebi este verão. 
Quando se gosta, qual a razão para se mudar??

Continuem assim a produzir vinhos destes!

domingo, 2 de outubro de 2016

Escada tinto 2007

Este vinho veio com a Revista dos Vinhos já faz algum tempo. Na altura lembro-me de dizer que ia ficar ali na garrafeira e ficou, até esta semana andar a ver o espaço que tenho por causa das feiras dos vinhos. Disse logo: tens de ir para o meu copo! E passados nove anos sobre a sua colheita eis uma surpresa. E que grande surpresa!!
Vem de vinhas velhas do Douro. Touriga Franca, Tinta Roriz e Touriga Nacional fazem a sua composição.
No copo tem uma cor grená com laivos castanhos nos bordos devido aos anos.
No nariz a touriga nota-se e bem passados estes anos, frutos vermelhos tipo amoras.
Na boca tem uma acidez muita boa para idade, com uns taninos a darem que falar. Nesta altura este vinho é veludo!!!
Uma média persistência na boca.
Se tiverem mais guardem para ver como vai evoluir daqui a uns anos. Acho que ainda vai dar muitas mais surpresas!
Quando se fala em vinhos com mais idade, muita gente não gosta. Eu sei que não é para todos, mas não bebam os vinhos tão novos por favor.

PS: Este vinho teve 92 pontos na Wine Enthusiast.

quarta-feira, 28 de setembro de 2016

Covela Edição Nacional Avesso 2015

A quinta da Covela fica em Baião e está situada na zona dos vinhos verdes, mas perto do Douro.
Em tempos foi propriedade do cineasta Manoel de Oliveira.
Tem 49 hectares de vinha, maioritariamente de uvas brancas. Soube que em princípio vão deixar de fazer vinhos tintos, o que é uma pena, pois os tintos da casa são muito, mas mesmo muito bons. Provei recentemente o de 2004 e o de 2007 e estão ali para durar muitos anos.
Primeiro ponto. Sou suspeito de falar deste vinho: o Covela Edição Nacional Avesso.
ADORO!!! Bebi pela primeira vez o de 2014, o ano passado, e fiquei fã. São vinhos destes que procuro e que tento dar a conhecer aos amigos e a alguns enófilos.
O vinho é 100% fermentado em inox.
Tem uma cor amarelo brilhante.
No nariz toques de citrinos e flores dão o mote.
Na boca tem uma acidez excelente e bem equilibrada como se quer.
Boa persistência na boca.
Se não conhecem comprem. Comprem que não se vão arrepender!
PS: Fiz recentemente uma mini vertical deste vinho em 1,5 lt.

2013, 2014 e 2015. O 2013 está BRUTAL!!!!

terça-feira, 20 de setembro de 2016

Bom Caminho tinto 2011

Um dia gostava de saber o porquê de ser marginalizada a região da Bairrada.
A casta Baga não é fácil? Não, não é!
Mas foi com esta casta e dessa região que bebi dois dos melhores vinhos da minha vida!
Passando ao vinho, as Caves São João, são bem conhecidas por dois ícones, o Porta de Cavaleiros e o Frei João.
No meu copo esteve um tinto com três castas: Baga, Touriga Nacional e Merlot.
Atendendo a que estamos a falar de um vinho de 2011, a cor parece ser de um vinho muito mais jovem, e existem vinhos jovens que não têm esta cor!
No nariz a Touriga dá logo nas vistas, o toque floral está bem patente.
Na boca os frutos silvestres mostram-se ainda. Tem uma acidez muito boa a pedir que se guarde umas garrafas para se beber daqui a uns anos.
Bom final de boca.

Com quase um século de existência, é uma empresa com muita qualidade. A prova está nos vinhos antigos das décadas de 60/70 e 80 do século passado, que continuam a resistir ao passar dos anos!

segunda-feira, 19 de setembro de 2016

Piloto Collection Síria 2015

Veio ali de Palmela, directamente para o meu copo, de uma vinha com cerca de quarenta anos!
Mas há quarenta anos já plantavam esta casta aqui na zona? Essa casta é a Síria e também é conhecida por Roupeiro no Alentejo. O que será que os mais antigos sabiam que nós não sabemos? Se calhar nós enófilos até sabemos e bem, agora que existam produtores que só querem doçura nos vinhos isso já é outra coisa. E doçura não entra neste vinho!
E é mais um vinho da já conhecida Collection. Piloto Collection Síria!
Cor amarelo claro. No nariz as notas cítricas a limão notam-se bem.
É leve, fresco, mineral, com uma intensidade média de boca.
Tem acidez suficiente para aguentar pratos de peixe mais elaborados. Tem tudo o que eu gosto num vinho!
E não se fica atrás dos vinhos da mesma casta que vêm da Beira Interior!

Bebam e desfrutem deste vinho!

segunda-feira, 15 de agosto de 2016

Monte Cascas Douro reserva branco 2014

Eis mais um vinho do Douro feito com as castas Viosinho e Rabigato.
Com uma cor amarelo tipo limão.
Aroma mineral, com notas cítricas e um toque fumado talvez da barrica.
Na boca é muito melhor, com uns toques a limão e com uma acidez muito boa, o que faz com que se torne muito fresco e com um bom final de boca.

Cada vez gosto mais deste tipo de vinhos e espero que os enófilos em geral comecem também a apreciar, em vez dos tais vinhos xarope que tantos gostam!!

terça-feira, 26 de julho de 2016

Quinta dos Termos reserva branco 2014

Belmonte fica perto da Serra da Estrela e os vinhos que vêm daquela zona são mais frescos, o que para mim é uma maravilha. Gosto cada vez mais deles com um bocado de acidez!
A Quinta dos Termos é um pequeno produtor da Beira Interior que pouca gente conhece, mas que tem feito uns vinhos maravilhosos nos últimos tempos.
Feito de um blend de quatro castas. Duas delas são da zona: o Siria e o Fonte da Cal. As outras são o Arinto e o Verdelho.
Este reserva mostra uma cor amarela bonita. Ainda não entrou na fase do amarelo torrado, mas para lá caminha. Não tenham problemas com isso!
No nariz o lado cítrico mostra-se bem, juntamente com notas de espargos verdes.
Na boca tem uma excelente acidez e tem tudo para ter uma excelente evolução em garrafa, assim se consiga resistir às garrafas restantes que se tenha em casa.
Final de boca longo.
Eis uma zona que é totalmente desconhecida de 99% dos enófilos portugueses, que procuram quase sempre o mesmo, aqueles vinhos mais fáceis, mais doces.

Arrisquem que não se vão arrepender!!!

terça-feira, 19 de julho de 2016

Vicentino branco 2015

Mais um vinho e desta vez alentejano. Mas um alentejano junto ao mar!
Vem do Brejão na zona de São Teotónio. Uma vinha bem perto do mar que faz com que seja mais fresco que os outros vinhos alentejanos.
E já agora, as uvas da casta Sauvignon Blanc iam até 2013 para a empresa Cortes de Cima.
É feito com um blend de Sauvignon Blanc, Semillon e Alvarinho.
Com uma bonita cor amarela, no nariz vem em primeiro lugar o cheiro a espargos verdes.
Na boca eis um vinho com tudo para dar certo. Excelente combinação de castas. O Alvarinho dá-lhe uma excelente acidez e só com 12,5% de álcool. Mais para quê?
Bom final de boca.
Os vinhos feitos junto ao mar cada vez mais me cativam pela sua frescura. E este é um deles.
Acompanhou uma excelente salada de massa tricolor com cavala em conserva e ovo!

Bebam e desfrutem.

sábado, 9 de julho de 2016

WHITE WINE PARTY VAI ‘PINTAR’ DE BRANCO A CIDADE DE SETÚBAL NO DIA 30 DE JULHO

Setúbal foi a cidade eleita para receber a primeira ‘Festa Branca’ dedicada aos vinhos e espumantes: White Wine Party realiza-se no dia 30 de julho, no Hotel do sado Business & Nature.
Num cenário absolutamente divinal, com vistas sobre a cidade de Setúbal, Tróia, o rio Sado, toda a zona ribeirinha, Serra da Arrábida... A revista Paixão pelo Vinho reúne produtores de vinhos e espumantes brancos, de todas as regiões de Portugal e também algumas referências de Champagnes e de espumantes de outros países. Serão provas inesquecíveis, promovendo a troca de conhecimentos, o contacto direto com enólogos e, claro, muitos brindes ao longo da tarde e noite, ao som da música do DJ Monchike.
Não faltarão saborosos petiscos para acompanhar as provas de vinhos, como sanduiches de porco no espeto (2,5€); pratos de enchidos, de queijos ou mistos (5€); rissóis de leitão ou croquetes de carne (5 unid. /5€); e para os mais gulosos salame de chocolate (3 fatias para partilhar / 2,5€) ou uma queijada de leite (1€), por exemplo.
White Wine Party realiza-se das 17 às 23H00. A entrada poderá ser adquirida antecipadamente na recepção do  Hotel do sado ou no próprio dia, tendo um custo de 10 Euros com oferta de duas tapas no valor de 2,5€ cada entre as várias possibilidades do menu disponível para ‘Festa Branca’, incluindo também a oferta do copo de prova que dá acesso livre à prova de todos os vinhos e espumantes do evento.
Sempre em ambiente de festa, a White Wine Party pretende ser um evento descontraído, elegante e com muito glamour, tendo Dress Code obrigatório de uma peça de roupa branca (ou acessório). Setúbal será destino obrigatório neste dia. 
No dia 30 de julho o pôr-do-sol vai pintar o cenário de fundo para deleite de todos quantos fizerem parte desta grande festa vínica. A esplanada do Hotel do Sado promete encher-se de luz e muitos sorrisos. Será o cenário perfeito para juntar os amigos, num verdadeiro brinde à vida.
É altamente recomendado levar máquina fotográfica e memória suficiente nos smartphones, tantas serão as fotografias que todos vão querer tirar!

quarta-feira, 22 de junho de 2016

Quinta do Monte Alegre branco 2015

Este vinho é proveniente da região de Fernando Pó, onde está situada a Quinta do Monte Alegre, que faz parte do património de uma das empresas mais antigas da região: a Adega Xavier Santana.
Este branco é composto por Fernão Pires e Arinto.
Cor amarelo pálido. No nariz quem domina é o Fernão Pires, com notas de limão.
Na boca entra o Arinto para lhe dar um bocado de acidez, mas não chega.
É um conjunto um bocado enjoativo. Falta-lhe um bocado de garra para poder dar o salto qualitativo que os vinhos tintos e um outro branco desta casa já têm.

Mas aviso que não está mal feito, para mim é que falta qualquer coisa!!!

domingo, 19 de junho de 2016

António Saramago branco 2013

O nome António Saramago é bem conhecido dos enófilos deste país e não só.
Durante muitos anos trabalhou para a maior casa da região de Setúbal.
Este vinho leva o seu nome e é feito com Fernão Pires e Arinto.
Apresenta uma cor amarela mais carregada, visto ser de 2013!
No nariz vem aquele cheiro cítrico característico do Fernão Pires e do Arinto, tipo limão. Na boca é fresco e com acidez suficiente para alguns pratos mais elaborados. Tem uma boa persistência e um final longo.

Passados três anos sobre a vindima, é um branco que deu muito prazer a beber e que pode envelhecer com qualidade. Quem tiver mais guarde e beba daqui a mais uns três anos para ver!!!

segunda-feira, 13 de junho de 2016

Vidigueira Alicante Bouschet 2014

Como é que uma casta que é mal-amada, para não dizer outra coisa, em França deu uma excelente casta em Portugal?
Adaptou-se lindamente e já cá está há mais de 100 anos.
Este Alicante Bouschet da Cooperativa da Vidigueira tem ganhado muitos prémios recentemente.
Apresenta uma cor muito escura como é usual nesta casta que de tintureira já tem pouco!
No nariz vem o cheiro a frutos pretos. Na boca é encorpado, com uma acidez bem incorporada e um final longo. 
Na minha opinião tem álcool a mais (15,5%) mas no aspecto global está bem incorporado.
Se tiver algumas garrafas, guarde umas para acompanhar a evolução.

Acompanhou muito bem carnes grelhadas!

domingo, 8 de maio de 2016

Quinta do Piloto reserva branco 2014

A Quinta do Piloto está na família Cardoso há quatro gerações, mas só há pouco tempo resolveu começar a engarrafar com o seu próprio nome. Os seus vinhos estão no segmento premium e no entanto vão lançar uma gama de entrada.
Este Quinta do Piloto reserva branco é um lote de Antão Vaz e Arinto.
Tem uma cor amarelo palha muito bonita. No nariz o Antão Vaz domina, mas não no estilo a que a maior parte dos enófilos está habituada. Não tem aquele toque dos vinhos alentejanos da casta, tipo tropical. Este é mais refinado, mais cítrico tipo tangerina.
Na boca está com uma estrutura espectacular. O arinto vem dar uma acidez no ponto.
Ou seja, é um vinho com um final de boca excelente. Acompanhou uma caldeirada de peixe na perfeição.

São vinhos destes que levam a Península de Setúbal para mais altos voos e espero que outros produtores não tenham receio em fazer mais coisas assim. ARRISQUEM!!!!!

sexta-feira, 6 de maio de 2016

Cegos por Castelão

CEGOS POR: CASTELÃO

 Castelão, também conhecido como Periquita, João de Santarém ou Castelão Francês, é uma casta que produz vinhos concentrados, aromáticos, algo rústicos e com uma boa capacidade de envelhecimento.
É uma casta com grande plasticidade, que permite fazer belos rosés e até vinhos brancos (serão algumas das surpresas).
Foi, durante muitos anos, uma das castas mais plantadas no nosso país, encontrando-se, agora, mais presente nas regiões da Península de Setúbal, Tejo, Lisboa, Alentejo e Algarve.
É esta a casta que vamos pôr à prova dia 14 de Maio, Sábado, em Setúbal. Teremos cerca de 20 vinhos, representando o que de melhor o Castelão nos pode oferecer e connosco estarão alguns dos enólogos e produtores que trabalham a casta, sendo esta uma oportunidade única para se perceber o real valor destes vinhos.
Os anos dos vinhos em prova vão de 2010 a 2013, dando a todos a possibilidade de perceber o potencial de guarda que estes têm.
A prova será completamente "Cega" e todos os provadores terão uma folha de prova, que depois de preenchida será entregue aos organizadores.
Os resultados da prova serão divulgados aqui, no Facebook e no próximo nº da revista Paixão pelo Vinho.
Após a prova (15€), sempre num ambiente informal e descontraído, haverá um jantar de degustação (30€), durante o qual serão servidos outros vinhos dos produtores presentes.
O Hotel do Sado oferece a possibilidade de dormida a um preço muito razoável (consultar cartaz).
Prova: 15€
Jantar: 30 €
Prova + Jantar: 40€
Limite de inscrições: 45
As inscrições só serão válidas depois de enviado um e-mail para cegosporprovas@hotmail.com oupurplesummer.mhd@gmail.com 
press release

quarta-feira, 4 de maio de 2016

Adega de Vila Real premium tinto 2013

Depois de ter bebido o branco no qual dei nota aqui, eis que chegou desta vez o tinto.
Feito de Tinta Roriz, Touriga Franca e Touriga Nacional, mostra uma cor avermelhada apesar dos quase três anos que já tem em cima.
No nariz é a Roriz que domina, através do aroma a amoras.
Na boca é um vinho já domesticado, com taninos suaves e uma acidez bem integrada.
Tem um final de boca ainda bom.

No meu ententer falta-lhe um bocado mais de garra para ficar no mesmo patamar do seu irmão branco. Se tivesse essa garra, ao preço que foi, era dos tais que se podia comprar às caixas sem problemas nenhuns! 

quinta-feira, 28 de abril de 2016

Quinta da Calçada reserva branco 2013

Veio parar ao meu copo mais um vinho branco. 
Podia ser um vinho verde, mas esta empresa resolveu engarrafar como Regional Minho.
Feito com Alvarinho, Loureiro e Arinto. Tem uma cor amarelo claro, sem ser muito claro.
No nariz é logo o Alvarinho que se faz notar com aquele cheiro mais tropical, muito perfumado, tipo maracujá.
Na boca muda tudo de figura pois as outras duas castas vêm trazer a acidez necessária para que este vinho se torne um caso muito sério. 
E tem uma coisa que eu cada vez mais gosto, só 12%!
Está muito bem feito e devia ser mais conhecido. É um vinho que necessita de comida para se expressar.
Acompanhou na perfeição uma massa de tamboril com camarão.

Atenção que não é para beber demasiado fresco!!!

segunda-feira, 4 de abril de 2016

Fairview Sauvignon Blanc 2015

Todo o enófilo deve chegar a uma altura em que tem de beber vinhos estrangeiros. Só assim consegue ter uma percepção do que se faz por esse mundo fora, de modo a que deixe de dizer que o nosso vinho é o melhor!
Eis mais um vinho, e este vem da África do Sul da região de Paarl.
Apresenta uma cor ligeira, tipo um amarelo pálido. No nariz vem aquele cheiro característico a frutos tropicais, muito típico nos vinhos brancos do novo mundo.
Na boca muda tudo de figura. Toques ácidos de lima e o vegetal dos espargos verdes fazem deste vinho uma coisa muito boa. Tem uma boa persistência na boca.
Não sei se conseguem evoluir muito, visto ser difícil de arranjar, mas como tenho a sorte de ter amigos a trabalhar lá, de vez em quando lá vem uma garrafa.
Sabe bem beber coisas destas e os nossos produtores deviam ter atenção a estes vinhos.

Um conselho: Esqueçam os xaropes que andam por ai pá!!!!!

quarta-feira, 23 de março de 2016

CB a jovem Calda Bordaleza tinto 2011

Do meio da confusão que está a minha pequena garrafeira veio este vinho.
CB a jovem Calda Bordaleza é um vinho da região da Bairrada e produzido pela empresa Campolargo.
A base é Cabernet Sauvignon, Merlot e Petit Verdot.
Começam a aparecer os normais tons castanhos devido aos seus já cinco anos.
No nariz o cabernet ainda se nota, mas não com os seus aromas normais a pimento verde.
Na boca tem uns taninos ainda bem presentes, mas já estão macios. Tem uma acidez ainda muito boa. Um final de boca persistente. Um vinho muito equilibrado!

Não é o primeiro vinho que bebo deste produtor e só posso dizer que ele faz coisas muito interessantes. Este vinho ainda aguenta mais uns dez anos na maior!

sábado, 12 de março de 2016

Adega de Vila Real premium branco 2014

Desta vez no meu copo veio um vinho do Douro. Mais precisamente da Adega de Vila Real.
Esta adega tem nos últimos anos lançado uns vinhos muito bons e com uma qualidade/preço excelente!
Este Adega de Vila Real premium branco é a mais recente novidade e é o topo de gama.
Cor amarelo palha. No nariz nota-se e bem as castas Malvasia Fina, com o seu toque fumado, e o Viosinho, com a característica floral.
Na boca tem uma acidez muito boa fruto do Gouveio. Aquele toque ácido a limão faz com que o conjunto funcione na perfeição! Tem doçura e frescura, coisa que começa a ser rara nos vinhos brancos de hoje. Final de boca persistente.

Eis um vinho que podem comprar à vontade sem nenhum problema. Bebam e guardem umas quantas para mais uns anos!

sábado, 5 de março de 2016

Torre de Ferro reserva 2012

Vem do Dão, para o meu copo, mais este vinho. Feito pela DãoSul para a empresa de distribuição Lidl, este vinho tem ganho diversos prémios a nível internacional.
A base são as castas mais características do Dão: Alfrocheiro, Tinta Roriz e Touriga Nacional.
A cor começa a ficar com tons acastanhados devido aos seus já quase quatros anos de idade.
No nariz o aroma que mais fica é o de frutos pretos, tipo amoras, devido à Alfrocheiro que deve estar em maioria no lote. Ainda se nota um bocado do cheiro floral da Touriga.
Na boca é um vinho macio onde a acidez já não se nota e com um final médio.
Ou seja, é um vinho que a partir de agora não vai evoluir!
Quando andamos à procura de vinhos onde a qualidade se alia ao preço, este é um bom exemplo do que procuramos.

E se disser que me custou menos de 2€, ainda melhor!!!

domingo, 14 de fevereiro de 2016

Quinta Mendes Pereira encruzado reserva 2012

Dizem os entendidos na matéria que os vinhos da casta Encruzado, e provenientes da região do Dão, só passados uns anos sobre a vindima explanam o seu melhor.
Pois isso eu não sei, visto que não os consigo guardar mais do que uns três anos desde a data da vindima.
Este já tem uma cor amarelo palha e no nariz a casta ainda está muito evidente, com aromas a citrinos.
Ainda tem uma acidez muito boa com taninos bem presentes a deixar a boca seca. Tem um excelente final de boca.

Se tiverem mais disto aí por casa, guardem uma para abrir daqui a dez anos e depois digam qualquer coisa. É que eu infelizmente já não tenho mais nenhuma!!

Domingos Soares Franco colecção privada Moscatel de Setúbal 2006

A casa José Maria da Fonseca fez há uns anos, através do seu enólogo principal Domingos Soares Franco, umas experiências com diversas aguardentes para os seus moscatéis. A partir daqui surgiram os moscatéis de colecção privada.
Este é feito com aguardente armagnac.
No aspecto visual a cor é tipo um cobre claro. No nariz as características da casta estão bem patentes, com o aroma a laranja bem presente.
Na boca está muito bom. Um equilíbrio perfeito entre a doçura e a acidez. Muito redondo e com um final longo.

Eis um excelente moscatel que não é difícil de comprar e que toda a gente devia experimentar um dia!

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

Quinta Brejinho da Costa tinto 2011

A empresa Resignon é a detentora da propriedade Quinta do Brejinho da Costa.
É vizinha do estabelecimento prisional Pinheiro da Cruz que em tempos já teve um vinho muito bom.
Quem conhece a zona, a sul da Comporta, sabe que os terrenos ali são do tipo areia da praia, onde os dias são quentes e as noites são bem frescas, chegando a haver diferenças de temperaturas de cerca de 20 graus!
Quando conheci este vinho disse, na altura ao enólogo e ao chefe de vendas, que precisava de pelo menos mais um ano em garrafa e não me enganei!

Em prova cega acho que a maioria iria dizer: um touriga do Dão! Mas puro engano!!!!!! Não é do Dão, pertence à península de Setúbal e vem ali da costa alentejana. Carregado na cor por causa do Alicante Bouschet tem notas de frutos vermelhos por causa do Syrah. Potente mas ao mesmo tempo sedoso. Ainda bem que tenho ali mais umas quantas para ver a sua evolução! Eis um vinho BRUTAL!!!!!!!!!!!!!!!!

domingo, 7 de fevereiro de 2016

Fraga da Galhofa reserva Touriga Nacional 2010

Quanto temos amigos enófilos espalhados por todo o lado, o resultado é bebermos vinhos de diversas paragens. Vinhos esses que, se não fosse assim, nunca íamos beber em virtude de muitos deles terem produção pequena ou então não terem muita visibilidade fora da região em que estão inseridos.
Este vinho, feito de Touriga Nacional, mostra na cor acastanhada uma evolução em resultado dos quase seis anos que tem. 
No nariz, o toque floral da Touriga começa a desvanecer-se e entra por outros cheiros, tipo eucalipto. Final médio na boca.
Ainda tem acidez e taninos para aguentar mais uns anos, mas eu acho que está na altura certa para o beberem!

Agradeço ao amigo Sérgio Currais pela garrafa!

sábado, 30 de janeiro de 2016

Serra Mãe reserva 2013 vs Vinha Val' dos Alhos castelão 2013

Dois vinhos, duas casas históricas na região, uma casta. Castelão de vinhas velhas.
São os dois da mesma colheita 2013. No copo a mesma cor. No nariz aqueles toques apimentados da casta. 
Na boca o Val’ dos Alhos mostra-se muito elegante, ainda com alguns taninos bem presentes e com um bom final de boca. 
Elegância pura a mostrar que nem só noutras regiões isso acontece!
O Serra Mãe ainda está puro e duro. Com taninos a mostrar que precisa de mais tempo em garrafa para amaciar. Bom final de boca.
A casta Castelão, quando vem de vinhas velhas, dá excelentes vinhos e estes dois não fogem à regra. 
Ainda bem que existem produtores que preservam esta identidade e não as arrancam.

Parabéns à casa Horácio Simões e à Sivipa!!

domingo, 24 de janeiro de 2016

Entre II Santos branco 2012

A maioria dos consumidores quer vinhos brancos novos. Tem de ser do ano em que estão ou, no máximo, do ano anterior! Não arriscam a beber esses vinhos com mais de 3 anos. E quando é assim aparecem umas depreciações, principalmente nas grandes superfícies comerciais.
Nesses casos arrisco e compro. Se não prestar para beber sempre pode dar para outras coisas.
Veio ao meu copo este branco ali da Bairrada da colheita de 2012. Feito de Sauvignon Blanc e Bical. Produzido pela casa Campolargo.
Apresenta já uma cor amarelo palha, no nariz o Sauvignon é quem domina, com toques vegetais característicos da casta. 
Na boca é um vinho fresco e ainda com acidez suficiente para nos dar frescura e a dizer que está ai para as curvas! Final médio.

Se ainda têm preconceitos com vinhos velhos, não o tenham. Arrisquem que não se vão arrepender!

terça-feira, 19 de janeiro de 2016

Hexagon branco 2013

Ultimamente tenho tentado beber os topos de gama brancos da região de Palmela.
Agora só me falta um, mas o preço vai fazer com que seja bebido numa altura em que o rei faça anos. Este que passou pelo copo é o Hexagon branco 2013 da casa José Maria da Fonseca. Foi a primeira vez que foi lançado e já está no mercado a edição de 2014.
Feito com Alvarinho, Verdelho, Antão Vaz e Viosinho.
Apresenta uma cor amarelo palha devido aos dois anos e mais qualquer coisa que tem.
No nariz a primeira impressão que me veio foi da casta viosinho, a característica floral veio ao de cima. Mais tarde, com o aquecimento no copo, chegou para vencer o Antão Vaz! Adoro esta casta que pelos vistos adaptou-se muito bem na zona. Aqui veio o cheiro a frutas de caroço tipo pêssego. Tem uma acidez muito boa e muito bem integrada. Termina com um final longo!

São vinhos destes, normalmente com pequenas produções, que podem puxar pelo resto dos vinhos de uma região. Não são baratos mas um dia não são dias!!!

sábado, 16 de janeiro de 2016

Intensus tinto 2014

Desta vez no meu copo apareceu um tinto alentejano. Feito com as castas que eu considero tradicionais do Alentejo: Aragonês, Trincadeira e Castelão. Nada das novas castas da moda.
De cor rubi, no nariz a trincadeira dá mais nas vistas. Cheiro a frutos vermelhos. 
Macio no paladar, com acidez e taninos bem integrados e um bom final de boca. Nada mau para um vinho que é a entrada de gama deste produtor.

Podem beber e, se tiverem mais, guardem para verem a evolução. 
É que às vezes temos boas surpresas com estes vinhos!