sexta-feira, 30 de outubro de 2015

Herdade dos Grous tinto 2012

Veio ali do Alentejo, da zona de Albernoa, Beja.
Feito de Alicante Bouschet, Syrah, Touriga Nacional e Aragonês. 
Quando o cheiramos pela primeira vez o que nos vem ao nariz é aquele odor a frutos vermelhos, tipo amoras pretas e com toque de especiarias que digo devem vir da madeira onde estagia.
Na boca é intenso, redondo e com uma elegância muito boa e com um final também muito bom.
Os seus 14% não se notam muito se forem acompanhados à mesa com um bom prato de carne!


domingo, 25 de outubro de 2015

Moscatel Alambre 20 anos engarrafado 2011

Falar de moscatéis com idade é falar da casa José Maria da Fonseca!
Elaborado com a casta Moscatel, tem normalmente dezanove colheitas tendo a mais nova 20 anos. 
Só por aqui se vê a diferença! 
Este Alambre 20 anos foi engarrafado em 2011 e estes quatro anos a mais em garrafa acho que lhe fizeram muito bem.
É um vinho aromático com as notas características da casta. Aquelas notas de casca de laranja acrescentadas ao famoso vinagrinho dão a este moscatel uma complexidade espectacular. 
Quem nunca o bebeu não sabe o que está a perder!!!

quarta-feira, 21 de outubro de 2015

Cartuxa branco 2014

O que se pode dizer de um clássico alentejano? Pouca coisa. 
Andamos sempre à volta por causa de vinhos novos, mas quando voltamos às marcas mais antigas o prazer é redobrado.
Feito de Antão Vaz, Roupeiro e Arinto, logo quando o levamos ao nariz, cheira a frutos tropicais maduros. 
Mas depois na boca tem acidez suficiente para o equilibrar e tem uma estrutura muito boa. 
Um dos melhores vinhos brancos que já bebi este ano, o que faz com que este vinho tenha potencial para uma boa evolução, isto se conseguirmos guardar na nossa cave!

terça-feira, 20 de outubro de 2015

Cabriz Encruzado branco 2014

Todos nós sabemos que 2014 foi um excelente ano para os vinhos brancos. 
Este não foge à regra.
De cor amarela, com laivos esverdeados, no nariz as notas cítricas estão bem patentes.
Na boca tem acidez no ponto certo com o seu vegetal verde a impor-se.
Acho é que bebi este vinho muito cedo, visto que na minha modesta opinião ela é provavelmente uma das melhores castas brancas mundiais, e com uns anos em garrafa ficam sempre melhor como já comprovei com outros exemplares.

Se tiverem algumas guardem, bebam daqui a 5/6 anos e não se vão arrepender!

domingo, 18 de outubro de 2015

António Saramago reserva tinto 2009

Não foi a minha primeira garrafa deste vinho. Castelão de vinhas velhas dá sempre um grande vinho.
Já passaram 6 anos sobre esta colheita, mas ainda está vivo e de boa saúde!
Os tons de castanho já lá moram, mas isso importa?
No nariz aquele cheiro característico da casta Castelão, as especiarias,  já foram ultrapassadas e começam a entrar nos aromas terceários.
Mas no entanto o vinho não está morto. Ainda tem e bem muitos anos de vida.
O meu problema é que já não tenho mais nenhuma deste ano para ver a sua evolução!

Quem tiver, guarde por mais uns 10 anos à vontade que depois ainda pode ter uma grande surpresa!!!

segunda-feira, 12 de outubro de 2015

Fernão Pó branco 2014

Vem dali das areias da região de Palmela este vinho. Normalmente as areias dão vinhos mais pesados, com um teor alcoólico mais elevado. Não é o caso deste vinho!

Feito com Verdelho e Viosinho,  no aroma principal é o Verdelho que se mostra e bem, perfumado e com toques de citrinos. Depois na boca entra em cena o Viosinho!  
Com uma acidez muito boa, tem uns toques vegetais que eu gostei muito. Acho que esta casta veio melhorar muito os vinhos aqui da zona. 
Um vinho muito equilibrado e com um preço muito bom. 
Se pudessem existir mais vinhos assim com esta relação qualidade/preço, nós os consumidores agradecíamos!

domingo, 11 de outubro de 2015

Moscatel Monte D'Agualva 2012

Este foi o último produtor de moscatel na região, sei que entretanto vão aparecer mais.
Um pequeno produtor com um grande moscatel novo.
No nariz, cheira a casca de laranja, típico da uva moscatel, com uma acidez muito boa e com uma aguardente também boa.  Tem um final longo! 
Se gostam de moscatéis doces, esqueçam este pois aqui a única doçura vem da uva, não existe adição de outras substâncias!
Este moscatel junta-se aos outros dois grandes na zona e fica no meu top 3.

Entretanto sei que o produtor já tem a envelhecer deste moscatel para sair daqui a 10 anos. Vou esperar para ver o que vai sair dali, visto ser um adepto fervoroso de moscatéis velhos!

quinta-feira, 8 de outubro de 2015

Horta dos Bispos reserva tinto 2006

Depois da colheita de 2005 do qual bebi diversas garrafas nestes últimos 2 anos, e que era espectacular, eis que chega ao meu copo a colheita 2006.
Da Herdade da Sobreira pouco sei, só sei que vem ali de Estremoz e mais nada. Numa altura em que a informação é essencial para um produtor, nem página no facebook tem!
Este reserva 2006 começa a ficar com uma cor típica de um vinho com esta idade, um castanho bonito. Tem um cheiro bem característico à casta dominante que é o syrah, cheira a frutos negros, tipo amoras. Tem uns taninos muito bons, o que faz com que tenha uma estrutura para aguentar ainda mais uns bons anos.

De salientar que tanto esta colheita como a anterior tem uma coisa em comum, o excelente preço. Se todos os vinhos que custam o triplo deste tivessem esta qualidade, estávamos sempre bem servidos. O preço deste foi 1,89€ na feira de vinhos do Jumbo!!!! Podem comprar à vontade.

quarta-feira, 7 de outubro de 2015

Vidigueira Vinho dos Sócios Antão Vaz s/d

Este vinho é um vinho de mesa, sem data, mas pelo que me deu a entender é de 2014.
Veio de Vidigueira, terra de eleição da casta que é feita e que eu gosto muito, o Antão Vaz.
Outra coisa é que este vinho é só comercializado para os sócios da cooperativa, mas veio parar ao meu copo. 
Ainda me lembro de os Vidigueira reserva que eram comercializados na década de 90 e que na altura custavam 399$ e faziam a delícia dos enófilos. 
E que eram de Antão Vaz, Roupeiro e Rabo de Ovelha!

Tem uma cor amarelo palha muito bonita. 
No Nariz o Antão Vaz faz-se notar e bem com as suas notas tropicais. Mas fica fraco na boca, ou seja, é curto no seu paladar. Se neste aspecto tivesse melhor, podia ser um caso bem sério!

terça-feira, 6 de outubro de 2015

Monte dos Cabaços colheita seleccionada tinto 2008

Falar de um vinho, principalmente um vinho de 2008 não é fácil. 
Primeiro porque para a maioria do consumidor, que só quer vinhos novos, um vinho com sete anos é velho e já deve estar estragado!
Pois este é tudo ao contrário do que a maioria pensa. Começa pela cor. Parece um vinho de 2013/2014 tal o seu vermelho ainda bem vivo. 
No aroma a Touriga Nacional está bem presente com os seus toques florais. Tem ainda uma boa acidez, o que me faz crer que ainda vai aguentar mais uns 5/6 anos na boa. Um dia gostava muito de explorar mais este terroir que a zona de Estremoz tem.  Um muito bom vinho tinto.

PS. A minha mãe disse que lhe cheirava a ginja!