quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

Quinta do Corujão tinto 2012

Vem do Dão, mais precisamente junto à serra. O chamado Dão serrano. 
Um projecto que veio instalar-se na zona, sendo que os mentores vieram do Douro e em boa hora começaram por lá a fazer vinhos.

Um vinho bem feito, a notar-se bem a fruta mas sem demasiada concentração, o que é normal na zona. 
Muita frescura, fácil, sem enjoar à mesa. Uma relação qualidade/preço bem presente. Um vinho muito agradável, com uma intensidade média, a mostrar-se uma excelente companhia para quem quer um vinho para o dia-a-dia. 
Para quem quiser conhecer os bons vinhos desta região, este é uma excelente porta de entrada para depois se ir para outros voos.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

Christmas wine party 2015

Realizou-se no passado dia 28 de novembro o Christmas Wine Party, em Setúbal.
Organizado pela revista Paixão pelo Vinho, com o apoio da PurpleME e do Hotel do Sado, teve uma causa justa: ajudar a comprar equipamentos e a dar mais qualidade de vida às pessoas doentes, através da Liga dos Amigos do Hospital São Bernardo, em Setúbal.
Foi o segundo evento do género, este ano por cá, e estiveram presentes produtores de todo o país, o que comprova que se podem realizar mais eventos como este em Setúbal. Os enófilos locais agradecem!
Houve produtores repetentes, o que fez com que eu fosse provar coisas que ainda não conhecia. E que vinhos andei eu a perder!!!
Dos produtores que eu não conhecia, destaco:
- Quinta de Lemos, tanto o Alfrocheiro como o Touriga Nacional, ambos de 2009. São mesmo muito bons. Agora o Jaen 2007 e o Dona Santana 2009 são vinhos de outro campeonato. Espectaculares!
- António Maçanita através da sua empresa Fita Preta trouxe diversos vinhos dos quais destaco o António Maçanita Arinto dos Açores 2014, o Tinto de Castelão 2010, o Sexy grande reserva tinto e por fim o Preta tinto 2011 que é brutal!
-Herdade Monte da Cal trouxe os Saturnino grande reserva branco e tinto 2013 e o Monte da Cal reserva 2012. Muito bons!
Grandes vinhos os que bebi!!!
Dos mais conhecidos, Cabriz em grande com o seu reserva e um Touriga Nacional brutal!
Quinta do Encontro com o seu QE tinto feito com baga e merlot que está muito bom e o seu fantástico espumante QE rosé bruto. Como é que eu ainda não conhecia este espumante?
Da Casa de Cadaval os seus já conhecidos Padre Pedro branco e tinto reserva e mais uma vez um fantástico espumante, o Casa de Cadaval Tuisca. Cada vez temos espumantes melhores e que não ficam atrás dos famosos champagnes.
Gostei do Quinta da Mimosa da Casa Ermelinda Freitas. Os castelão de vinhas velhas não falham! Do Douro o Quinta do Cume reserva branco 2013 em que a Malvasia dá cartas num conjunto muito bom.
Do Dão bebi desta vez o Casa de São Matias reserva tinto. Um vinho que honra o Dão.
Para finalizar não pude deixar de passar na Adega Camolas para provar o mais novo moscatel de Setúbal certificado. Está num bom caminho, visto ainda não ser mais fresco como eu gosto, mas afasta-se e bem, para mim, dos caminhos dos moscatéis tipo caramelo.
Para o ano, se resolverem efectuar mais eventos destes, lá estarei!!




terça-feira, 1 de dezembro de 2015

Villa Maria Sauvignon Blanc 2014

E lá vem mais um vinho estrangeiro para o meu copo. Este vem da Nova Zelândia. Feito de Sauvignon Blanc, uma casta que gosto muito. Embora comece a apreciar cada vez mais os vinhos minerais e menos tropicais desta casta, este bebe-se muito bem!
Com uma cor citrina, este vinho é fresco e vibrante. Tem aromas florais. Na boca uma boa acidez, o que vai fazer com que os sabores de melão e maracujá não sejam muito enjoativos e assim tornem este conjunto muito interessante. Persistência média na boca.

Um bom vinho para verem o que se faz lá fora!

quarta-feira, 25 de novembro de 2015

Terras d'Amareleja tinto 2014

Terras D’Amareleja é um vinho que vem ali da cooperativa da Granja e que foi feito para o grupo Auchan através dos Sabores de Portugal.
Não o bebia há já algum tempo.
É um vinho de lote que me parece ter Aragonez, Trincadeira, Castelão e Moreto??
Vinho de cor ruby, com cheiro a frutos maduros, tipo amoras pretas e frutos vermelhos.
Na boca os taninos estão presentes, mas sem se fazerem notar muito, o que se quer neste tipo de vinhos. Tem uma média persistência na boca.

Por este preço -2,5€- está aqui uma excelente aposta para o dia-a-dia.
Não é isto que nós consumidores queremos?

sábado, 21 de novembro de 2015

Scheiders-Morits Riesling 2014

Não sou muito entendido em vinhos estrangeiros. Normalmente num país que é produtor, os vinhos estrangeiros são personas non gratas, mas ultimamente devido a ter alguns amigos que estão lá fora a lutar pela vida, tenho conseguido beber uns quantos.
Este riesling tem uma cor amarelo claro. Este vinho é muito melhor no aroma do que no paladar. Cheira a fruta branca, e neste caso mais a pêssego.

Na boca é fraco, muito fraco, embora tenha uma boa acidez, e é fresco. É daqueles vinhos que se calhar só mesmo para aperitivo e mesmo assim não sei. Para acompanhar uma refeição nem sei o que lhe metia à frente para ele brilhar. E atenção que vem de uma das melhores zonas, que é Mosel!

quinta-feira, 19 de novembro de 2015

Christmas wine party















CHRISTMAS WINE PARTY
Festejar a chegada da época natalícia, provar, comprar e ajudar! Christmas Wine Party realiza-se dia 28 de novembro em Setúbal.

Este ano a cidade eleita para receber a festa solidária da revista Paixão pelo Vinho foi Setúbal. 
No dia 28 de novembro o Hotel do Sado vai encher-se de pessoas felizes, ao som de boa música e muitos e bons vinhos e petiscos para a Christmas Wine Party, num grande brinde de solidariedade em com a Liga dos Amigos do Hospital São Bernardo.

A Christmas Wine Party realiza-se no dia 28 de novembro, das 16H00 às 22H00, no Hotel do Sado Business & Nature, em Setúbal.Este é o evento solidário anual, realizado pela revista Paixão pelo Vinho, com o apoio da PurpleME e do 
Hotel do Sado, bem como do Município de Setúbal e da Casa da Baía, com a finalidade de promover os melhores vinhos de Portugal, ajudando uma causa justa: ajudar a comprar equipamentos e a dar mais qualidade de vida às pessoas doentes, através da Liga dos Amigos do Hospital São Bernardo, em Setúbal.

A entrada no evento tem um custo de 5€ com a oferta de um copo para a prova de vinhos e parte deste valor reverterá para a causa, bem como um donativo direto das empresas representadas na festa vínica.

O DJ Monchike vai garantir que o ambiente é festivo, não faltarão bons petiscos, produtos gourmet, e uma vasta seleção de vinhos de todo o país para provar e comprar a preço mais vantajoso, se os convivas assim desejarem!

Este evento vínico pretende também dar a conhecer muitos dos melhores vinhos tranquilos, espumantes e vinhos generosos de todas as regiões de Portugal, não esquecendo o Moscatel de Setúbal, embaixador da cidade e da região. Com a presença de produtores e enólogos, entre outros profissionais das áreas representadas, será mais fácil esclarecer dúvidas e ficar a conhecer melhor cada produto, cada vinho, cada iguaria.

Para a Christmas Wine Party, já estão confirmados:
Ermelinda Freitas > Pen. Setúbal
Quinta de Cabriz > Dão
A Serenada > Pen. Setúbal
Quinta da Serralheira > Pen. Setúbal
Herdade Monte da Cal > Alentejo
Quinta do Monte d'Oiro > Lisboa
Casa Cadaval > Tejo
Roquevale Sociedade Agricola > Alentejo
Adega Camolas > Pen. Setúbal
JJMR - Morais rocha > Alentejo
Casa de São Matias > Dão
Vinhos Norte > Vinho Verde
Quinta da Plansel > Alentejo
Quinta da Lixa > Vinho Verde
Fita Preta > Alentejo

Durante toda a festa estarão disponíveis petiscos e até uma refeição quente, entre os tradicionais salgadinhos até ao arroz de pato ou as deliciosas Tortas de Azeitão.

A pulseira de acesso ao evento pode, desde já, ser antecipadamente adquirida na recepção do Hotel do Sado.
Será uma festa cheia de pessoas felizes, unidas num brinde solidário, que promete ficar na memória de todos quantos participem.

Christmas Wine Party
UM VINHO POR UMA CAUSA
Venha festejar connosco!

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terça-feira, 17 de novembro de 2015

Orquestra reserva tinto 2007

Este vinho vem do Alentejo, mais precisamente da Vendinha que fica entre Évora e Reguengos de Monsaraz. A herdade da Perescuma é para mim totalmente desconhecida e não conhecia o vinho, feito de um lote de cinco castas.
Nota-se na cor que já passaram oito anos sobre a sua colheita pois está a entrar nos tons castanhos.
No nariz ainda andam cá uns toques florais da Touriga. Na boca os taninos são secos, ficamos com sensação de secura na boca. Este é um vinho que eu já devia ter bebido há uns três ou quatro anos, para o ter apreciado na sua plenitude.

Não quer dizer que o vinho não esteja bom, mas se alguém ainda o tiver na sua garrafeira é de beber o quanto antes. A partir daqui vai ser sempre a cair!

domingo, 15 de novembro de 2015

Malo Platinum reserva branco 2009

Feito ali na Quinta de Catralvos pela Malo Tojo vinhos, este branco tem Chardonnay (90%) e Arinto (10%). Fermentou em barricas de carvalho e é muito bom. Não sai todos os anos e o que anda no mercado já é a colheita de 2011.
Cor amarelo palha devido aos seis anos que já tem.
No nariz vem aquele toque a baunilha e notas de fumo que provêm da barrica onde estagiou.
Na boca o vinho ainda tem uma boa acidez e apresenta um final fresco.
Não são todos os produtores que fazem isto, guardar um vinho branco e só o lançar passados uns anos. Espero que mais o façam pois nós enófilos começamos a não ter paciência para vinhos novos, carregados de acidez e álcool!

Este vinho ainda vai aguentar mais uns anos sem problemas. Comprem e bebam!

terça-feira, 10 de novembro de 2015

Prova vinhos Quinta da Covela e Quinta das Tecedeiras

No passado dia 4 fui à prova de vinhos da Quinta da Covela e da Quinta das Tecedeiras no Corktale Wine Bar, aqui em Setúbal.
Em prova estiveram cinco vinhos: Covela Avesso 2014, Covela Arinto 2014, Covela escolha 2013, Flor das Tecedeiras 2013 e o Quinta das Tecedeiras Reserva 2013.
A prova foi comentada pelo Vitor Mendes, que é mais do que o vendedor da empresa, e pelo Gonçalo Patraquim da Corktale.
Covela Avesso: surpreendeu-me. Pensei logo em bolhas quando o cheirei. Nariz com toque floral, frescura e acidez no ponto. Boa persistência na boca. Até perguntei ao Vitor se eles não estavam a preparar um espumante de Avesso!
Covela Arinto: pareceu-me mais frutado no nariz, como é normal na casta. Secura na boca devido aos taninos que ainda possui e acidez correcta. Persistência média na boca.
Covela Escolha: feito basicamente com Avesso e Chardonnay, possui cheiro a fruta tropical e uma untuosidade na boca mas com frescura. Uma boa combinação de castas!
Flor das Tecedeiras: é um blend de cinco castas. Nota-se logo no cheiro a Touriga. Aquele floral característico. Acidez bem viva, bons taninos e fruta vermelha. Tem uma média persistência. Pode e deve guardar-se pois para mim ainda está muito novo!
Quinta das Tecedeiras: marcado ainda pela barrica, nota-se e bem a madeira. Floral com toque abaunilhado e com uma acidez bem integrada. Conjunto impecável e pronto a beber!
Fora a prova ainda apareceram mais dois vinhos e um deles continua a ser, passados onze anos, um excelente vinho!

Covela colheita seleccionada 2004: aromas terciários, couro. Acidez espectacular! Quando nos passam vinhos destes pela boca pensamos sempre porque razão não existem mais assim. Quando é que este vinho vai morrer? Não sei!
Covela colheita seleccionada 2005: o aroma a touriga continua bem presente e ainda tem acidez. Contudo é totalmente diferente do seu irmão mais novo!

Valeu a pena estar presente visto que deu para provar duas quintas que renasceram nos últimos anos e que continuam a fazer grandes vinhos!

domingo, 8 de novembro de 2015

D'Gala Merlot tinto 2014

Normalmente não bebo vinhos com 1 ano de idade. São vinhos que têm muito álcool e muita acidez no meu ponto de vista. 
Mas como o jantar ia ser um arroz de pato, arrisquei! 
Este vinho vem ali de Fernão Pó e neste momento só se pode encontrar à venda na loja do produtor.
Vinho com uma cor granada, e com cheiro a frutos pretos, tipo amoras. 
Na boca é um vinho com uma boa acidez, os taninos não se sentem muito e tem uma persistência média na boca.

No meu entender é um vinho feito para ser bebido novo e não creio muito que possa evoluir muito mais. Acho que não é casta para as areias. Mas isto sou eu a dizer!

sexta-feira, 6 de novembro de 2015

Piloto Collection roxo 2013

Normalmente associamos a casta moscatel roxo ao fortificado. 
Mas este foi vinificado em branco, visto o moscatel roxo ser uma casta tinta. 
No nariz, lembrei-me logo da uva moscatel bem madura que normalmente é a última a ser apanhada e vendida aqui na região. 
É muito aromático com aquele toque floral característico da casta. Adoro aquele cheiro!!!

Na boca tem uma doçura muito boa e uma acidez que faz com que o conjunto esteja muito bem afinado. 

terça-feira, 3 de novembro de 2015

Coudel Mor reserva tinto 2011

Vem da Cooperativa do Cartaxo este vinho. Região do Tejo, o antigo Ribatejo.
Normalmente é uma região que associamos a vinhos a granel, de grandes produções. Mas ultimamente a região tem dado volta a isso e cada vez mais vem apresentando vinhos de excepcional qualidade e com preço muitos bons! Continuo a dizer que é uma região a ter em conta no aspecto preço/qualidade.
Feito com uma mistura de castas nacionais e estrangeiras, no nariz mostra-se muito bem e os aromas a frutos vermelhos, chocolate e um toque de especiarias.

No copo a cor violeta demonstra os 4 anos que já tem. 
Tem uns taninos secos e uma acidez boa a mostrar que ainda está ai para as curvas. No conjunto um muito bom vinho e que se tiverem algumas garrafas podem beber agora ou então guardar umas para ver a sua evolução nos próximos anos!

domingo, 1 de novembro de 2015

Rola de branco 2014

Desta vez calhou um branco do Douro. Acho que é a primeira colheita, visto não conhecer nada deste produtor. Em primeiro lugar destaco a garrafa e o rótulo, muito bem conseguidos!

Veio de um ano muito bom para os brancos, 2014. Este Rola, no nariz mostrou-se logo muito bem aromaticamente. Pensei para comigo, será moscatel? 
Mas como hoje não estava para ai virado, não me importei muito com isso. Mas posso dizer que é um vinho com uma cor pálida, o que não quer dizer nada, com um sabor floral, lá vem o famoso sabor a flor da laranjeira, característico da casta moscatel, e com algum toque de untuosidade. 
Termina com média duração na boca. Não acredito que evolua muito mais, por isso acho que está na altura correcta para o beber!

sexta-feira, 30 de outubro de 2015

Herdade dos Grous tinto 2012

Veio ali do Alentejo, da zona de Albernoa, Beja.
Feito de Alicante Bouschet, Syrah, Touriga Nacional e Aragonês. 
Quando o cheiramos pela primeira vez o que nos vem ao nariz é aquele odor a frutos vermelhos, tipo amoras pretas e com toque de especiarias que digo devem vir da madeira onde estagia.
Na boca é intenso, redondo e com uma elegância muito boa e com um final também muito bom.
Os seus 14% não se notam muito se forem acompanhados à mesa com um bom prato de carne!


domingo, 25 de outubro de 2015

Moscatel Alambre 20 anos engarrafado 2011

Falar de moscatéis com idade é falar da casa José Maria da Fonseca!
Elaborado com a casta Moscatel, tem normalmente dezanove colheitas tendo a mais nova 20 anos. 
Só por aqui se vê a diferença! 
Este Alambre 20 anos foi engarrafado em 2011 e estes quatro anos a mais em garrafa acho que lhe fizeram muito bem.
É um vinho aromático com as notas características da casta. Aquelas notas de casca de laranja acrescentadas ao famoso vinagrinho dão a este moscatel uma complexidade espectacular. 
Quem nunca o bebeu não sabe o que está a perder!!!

quarta-feira, 21 de outubro de 2015

Cartuxa branco 2014

O que se pode dizer de um clássico alentejano? Pouca coisa. 
Andamos sempre à volta por causa de vinhos novos, mas quando voltamos às marcas mais antigas o prazer é redobrado.
Feito de Antão Vaz, Roupeiro e Arinto, logo quando o levamos ao nariz, cheira a frutos tropicais maduros. 
Mas depois na boca tem acidez suficiente para o equilibrar e tem uma estrutura muito boa. 
Um dos melhores vinhos brancos que já bebi este ano, o que faz com que este vinho tenha potencial para uma boa evolução, isto se conseguirmos guardar na nossa cave!

terça-feira, 20 de outubro de 2015

Cabriz Encruzado branco 2014

Todos nós sabemos que 2014 foi um excelente ano para os vinhos brancos. 
Este não foge à regra.
De cor amarela, com laivos esverdeados, no nariz as notas cítricas estão bem patentes.
Na boca tem acidez no ponto certo com o seu vegetal verde a impor-se.
Acho é que bebi este vinho muito cedo, visto que na minha modesta opinião ela é provavelmente uma das melhores castas brancas mundiais, e com uns anos em garrafa ficam sempre melhor como já comprovei com outros exemplares.

Se tiverem algumas guardem, bebam daqui a 5/6 anos e não se vão arrepender!

domingo, 18 de outubro de 2015

António Saramago reserva tinto 2009

Não foi a minha primeira garrafa deste vinho. Castelão de vinhas velhas dá sempre um grande vinho.
Já passaram 6 anos sobre esta colheita, mas ainda está vivo e de boa saúde!
Os tons de castanho já lá moram, mas isso importa?
No nariz aquele cheiro característico da casta Castelão, as especiarias,  já foram ultrapassadas e começam a entrar nos aromas terceários.
Mas no entanto o vinho não está morto. Ainda tem e bem muitos anos de vida.
O meu problema é que já não tenho mais nenhuma deste ano para ver a sua evolução!

Quem tiver, guarde por mais uns 10 anos à vontade que depois ainda pode ter uma grande surpresa!!!

segunda-feira, 12 de outubro de 2015

Fernão Pó branco 2014

Vem dali das areias da região de Palmela este vinho. Normalmente as areias dão vinhos mais pesados, com um teor alcoólico mais elevado. Não é o caso deste vinho!

Feito com Verdelho e Viosinho,  no aroma principal é o Verdelho que se mostra e bem, perfumado e com toques de citrinos. Depois na boca entra em cena o Viosinho!  
Com uma acidez muito boa, tem uns toques vegetais que eu gostei muito. Acho que esta casta veio melhorar muito os vinhos aqui da zona. 
Um vinho muito equilibrado e com um preço muito bom. 
Se pudessem existir mais vinhos assim com esta relação qualidade/preço, nós os consumidores agradecíamos!

domingo, 11 de outubro de 2015

Moscatel Monte D'Agualva 2012

Este foi o último produtor de moscatel na região, sei que entretanto vão aparecer mais.
Um pequeno produtor com um grande moscatel novo.
No nariz, cheira a casca de laranja, típico da uva moscatel, com uma acidez muito boa e com uma aguardente também boa.  Tem um final longo! 
Se gostam de moscatéis doces, esqueçam este pois aqui a única doçura vem da uva, não existe adição de outras substâncias!
Este moscatel junta-se aos outros dois grandes na zona e fica no meu top 3.

Entretanto sei que o produtor já tem a envelhecer deste moscatel para sair daqui a 10 anos. Vou esperar para ver o que vai sair dali, visto ser um adepto fervoroso de moscatéis velhos!

quinta-feira, 8 de outubro de 2015

Horta dos Bispos reserva tinto 2006

Depois da colheita de 2005 do qual bebi diversas garrafas nestes últimos 2 anos, e que era espectacular, eis que chega ao meu copo a colheita 2006.
Da Herdade da Sobreira pouco sei, só sei que vem ali de Estremoz e mais nada. Numa altura em que a informação é essencial para um produtor, nem página no facebook tem!
Este reserva 2006 começa a ficar com uma cor típica de um vinho com esta idade, um castanho bonito. Tem um cheiro bem característico à casta dominante que é o syrah, cheira a frutos negros, tipo amoras. Tem uns taninos muito bons, o que faz com que tenha uma estrutura para aguentar ainda mais uns bons anos.

De salientar que tanto esta colheita como a anterior tem uma coisa em comum, o excelente preço. Se todos os vinhos que custam o triplo deste tivessem esta qualidade, estávamos sempre bem servidos. O preço deste foi 1,89€ na feira de vinhos do Jumbo!!!! Podem comprar à vontade.

quarta-feira, 7 de outubro de 2015

Vidigueira Vinho dos Sócios Antão Vaz s/d

Este vinho é um vinho de mesa, sem data, mas pelo que me deu a entender é de 2014.
Veio de Vidigueira, terra de eleição da casta que é feita e que eu gosto muito, o Antão Vaz.
Outra coisa é que este vinho é só comercializado para os sócios da cooperativa, mas veio parar ao meu copo. 
Ainda me lembro de os Vidigueira reserva que eram comercializados na década de 90 e que na altura custavam 399$ e faziam a delícia dos enófilos. 
E que eram de Antão Vaz, Roupeiro e Rabo de Ovelha!

Tem uma cor amarelo palha muito bonita. 
No Nariz o Antão Vaz faz-se notar e bem com as suas notas tropicais. Mas fica fraco na boca, ou seja, é curto no seu paladar. Se neste aspecto tivesse melhor, podia ser um caso bem sério!

terça-feira, 6 de outubro de 2015

Monte dos Cabaços colheita seleccionada tinto 2008

Falar de um vinho, principalmente um vinho de 2008 não é fácil. 
Primeiro porque para a maioria do consumidor, que só quer vinhos novos, um vinho com sete anos é velho e já deve estar estragado!
Pois este é tudo ao contrário do que a maioria pensa. Começa pela cor. Parece um vinho de 2013/2014 tal o seu vermelho ainda bem vivo. 
No aroma a Touriga Nacional está bem presente com os seus toques florais. Tem ainda uma boa acidez, o que me faz crer que ainda vai aguentar mais uns 5/6 anos na boa. Um dia gostava muito de explorar mais este terroir que a zona de Estremoz tem.  Um muito bom vinho tinto.

PS. A minha mãe disse que lhe cheirava a ginja!

terça-feira, 29 de setembro de 2015

Espumante Terras de Demo rosé

O espumante é uma bebida que normalmente associamos a festas, principalmente aniversários e passagens de ano. 
Gosto de um bom espumante, principalmente bruto, ou seja sem adição de açúcar. 
Este espumante é rosé e tem sido desta maneira que tenho feito com que muita gente, principalmente a família que adora asti, beba espumante bruto. Feito de Touriga Nacional, tem uma bonita cor de salmão. 
A bolha é fina e constante.  Foi a primeira vez que o bebi e gostei. Acho que tem uma excelente aptidão gastronómica, ou seja é um espumante para comida, coisa que vou fazer a experiência. 
Um dia deixem os espumantes doces de lado e bebam um espumante bruto e vão ver que não se arrependem!!

quinta-feira, 24 de setembro de 2015

Monte da Raposinha tinto 2012

Depois de já ter bebido o 2011, eis que me chega novamente o mesmo vinho mas a versão 2012. 
Feito com Touriga Nacional, Syrah e Alicante Bouschet, este tinto alentejano do Monte  da Raposinha . Mostra uma boa cor e tem aromas a frutos vermelhos e com taninos ainda bem presentes.
O problema veio a seguir!!! Uma acidez brutal. Passados três anos sobre a colheita já não devia ter esta acidez. Será que apanhei uma garrafa assim para o marado???

terça-feira, 22 de setembro de 2015

Lenda de Dona Maria tinto 2011

Vem ali de Estremoz este vinho que pertence aos vinhos D. Maria.
Este é a entrada de gama deste produtor e só posso dizer que entrada de gama!!!
Feito com castas tradicionais do Alentejo, Aragonez, Trincadeira e Alicante Bouschet.
O vinho na minha opinião está muito bem feito. Sendo de 2011, a cor faz parecer um vinho muito mais novo. 
Gostei muito e vai ser um vinho para acompanhar a evolução se conseguirem resistir na minha garrafeira! 
Será que é necessário andarem os produtores a inventarem com castas novas da moda e que na minha opinião não trazem nada de novo aos vinhos quando têm uma trilogia destas?

segunda-feira, 21 de setembro de 2015

Paço dos Cunhas de Santar Nature 2012

Falar de vinhos dos Paço de Cunhas de Santar é falar de vinhos muito bons. 
É um grande mas grande vinho do Dão! 
A cor violeta que mostra no copo surpreende. 
Este é um vinho biológico e como não tenho mais nenhum vinho para fazer comparação, posso dizer que venham mais vinhos biológicos. 
Notas de frutos vermelhos marcam este vinho. 
Está um vinho todo equilibrado e pronto a beber. Se tiverem hipóteses guardem uma para ver a sua evolução. 
Não tenham medo de beber vinhos velhos!!!!

quarta-feira, 16 de setembro de 2015

ASF Branco 2014

Passados cerca de 3 meses de o ter provado, perdeu aquele toque fumado da barrica. 
Ainda bem para mim, porque assim dá para ver melhor a qualidade deste vinho. Feito de uma casta que não é habitual na zona, Viosinho, está um branco excelente com uma acidez muito boa. 
Acho que não vou conseguir guardar nenhuma para ver a sua evolução daqui a uns 4/5 anos!

segunda-feira, 14 de setembro de 2015

Valdazar Bairrada tinto 2011

Não bebo muitos vinhos da Bairrada. Nem eu nem a maioria dos enófilos. Infelizmente!!!


Este pertence à empresa Campolargo e é de 2011. Quatro anos se passaram e só posso dizer que este vinho é bom, muito bom. Feito com Castelão, Touriga Nacional, Baga e Tinta Roriz. Para já tem a minha casta favorita o Castelão. Muitos vão dizer que é uma casta que não acrescenta nada aos vinhos, mas essa não é a minha opinião. No copo os 4 anos passados mostram ainda uma cor muito boa. No nariz, as especiarias do Castelão mostram-se logo, quando abriu mais um bocado, veio o toque floral da Touriga. Tem ainda uma acidez boa o que me leva a crer que ainda tem pernas para andar mais uns anos. Há e tem uma coisa que em 2011 era contra a corrente, a sua graduação alcoólica. Na altura qualquer vinho tinha mais de 13,5% de graduação, e este só tem 12,5%! 
Ainda bem que existem produtores que fogem à generalização.